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sábado, 27 de agosto de 2011

A Copa se aproxima e os abusos contra a população continuam.

Há pouco mais de duas semanas, o ex- jogador Romário, atual deputado federal, denunciou em uma entrevista, que a Copa de 2014 não será para os brasileiros. Isso em virtude do absurdo valor há que chegarão o valor dos preços de ingressos para os jogos do mundial. Onde de acordo com o ex - jogador somente as classes A e B poderão pagar, deixando o povão de fora.
Se levantando contra essas arbitrariedades e todo histórico de corrupção do presidente da CBF(Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, algumas das principais torcidas organizadas de Santa Catarina, do Figueirense e Avaí, se uniram para protestar contra a ditadura corrupta de Ricardo Teixeira no clássico marcado para o próximo fim de semana, no estádio Orlando Scarpelli. O corrupto Ricardo Teixeira é o homem de confiança de Joseph Blatter, presidente da FIFA, para implementar os vultuosos negócios que estão por detrás da Copa, envolvendo empreiteiras poderosas, empresas que lucrarão com a Copa, os esquemas de vendas de ingressos superfaturados e vários outros esquemas fraudulentos de enriquecimento ilícito*.
Frente a esta manifestação a Federação Catarinense de Futebol determinou que irá trabalhar junto com a polícia para expulsar do estádio quem se manifestar contra Ricardo Teixeira, em uma clara demonstração da ditadura que os donos do poder também no Futebol estão tentando implementar.
Para justificar o injustificável, estão usando o Estatuto do Torcedor, que prevê punições para quem “portar cartazes ou faixas com mensagens ofensivas”, ou seja, um Estatuto que foi formulado com a desculpa de "favorecer" os torcedores, na verdade é mais um artifício jurídico utilizado com o objetivo de calar a voz do povo aumentando a ditadura nos estádios e impedindo as manifestações políticas contra a burocracia que controla o esporte mais popular do país.
É preciso denunciar este verdadeiro abuso, que ataca as liberdades civis e políticas dos torcedores de futebol e de toda a população brasileira.  
ABAIXO A DITADURA!

*Ver livro: "Jogo Sujo" de Andrews Jennings, o livro que a Fifa tentou proibir

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Jogando e Lutando... sem bola.

Assim como os jogadores espanhóis que não iniciaram o campeonato de seu país, os jogadores do Campeonato Italiano afirmaram nessa segunda-feira que irão fazer greve no fim de semana que vem se a liga não assinar um novo acordo coletivo. A crise econômica mundial também está afetando os campeonatos onde se encontram alguns dos  clubes mais ricos do mundo, como Real Madrid, Barcelona, Milan, Juventus entre outros.
O presidente da Federação de futebol Italiana, Giancarlo Abete, chegou a dizer que a situação o deixava envergonhado.
O principal artigo do acordo coletivo questionado pelos jogadores se refere à proteção aqueles jogadores que são omitidos por seus clubes. Os jogadores afirmam que podem ser obrigados a treinar em separado ou aceitar negociações com as quais discordem.
"Se o contrato não for assinado por causa da interpretação do artigo sete, isso significa que algo mais está em jogo", disse Abete.
Na Espanha, o movimento é apoiado pelos campeões do mundo,  Puyol (capitão do Barcelona) e Casillas (capitão do Real Madrid)
A situação de convulsão social causada pela crise econômica que abala a Europa está chegando até mesmo aos jogadores de futebol europeus e pode se alastrar por vários setores da sociedade européia.
O presidente da Associação de Futebolistas Espanhóis, Luís Rubiales, anunciou que a "Associação de Futebol Espanhola  e todos os futebolistas das duas principais ligas" tomaram "a decisão responsável, firme e unânime de convocar greve para as duas primeiras rondas".
Esta paralisação vem no seguimento do não cumprimento de vários contratos e atrasos de pagamentos por parte dos clubes.
Na Espanha cerca de duzentos jogadores, são afetados por esta situação, com os clubes devendo aos jogadores cerca de 50 milhões de euros.
A crise provavelmente terá capítulos muito duros para a maioria das populações do mundo e os trabalhadores serão o principal setor a ser chamado para pagar pela crise, com suor, fome e até sangue. É necessário que os jovens, os trabalhadores estejam se organizando para lutar por seus interesses, pois os poderosos capitalistas vão usar toda sua força para fazer com que nós paguemos esta conta, “criada por eles”.
O exemplo dos jogadores é uma demonstração de luta, fora das quatro linhas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A ilusão da vida fácil no futebol


A ilusão da vida fácil no futebol
Começo este texto com uma frase que talvez todos nós já tenhamos ouvido, “Prá que estudar ou trabalhar, se jogando futebol, podemos ficar ricos”, ela continua atual, na boca de muita gente. No entanto, é nossa tarefa de educadores, desmistificarmos o tema.
Vamos começar pelo senso comum, apresentando os salários dos 20 jogadores mais caros da atualidade, onde figuram dois brasileiros:
        Nome                          Equipe           salário mensal     salário anual
1º- Cristiano Ronaldo         Real Madrid       1.000.000 €         12.000.000 €
2º- Lionel Messi                 FC Barcelona        875.000 €         10.500.000 €
3º- Fernando Torres          Chelsea                 833.000 €         10.000.000 €
4º- Yaya Touré                   Manchester City    833.000 €         10.000.000 €
5º- Wayne Rooney            Manchester United  791.000 €          9.500.000 €
6º- Ricardo Kaká               Real Madrid             833.000 €          9.000.000 €
7º- Zlatan Ibrahimovic        AC Milan                 833.000 €          9.000.000 €
8º- Emmanuel Adebayor    Real Madrid            708.000 €          8.500.000 €
9º- Carlos Tevez                Manchester City      666.000 €          8.000.000 €
10º- Samuel Eto´o             Internazionale         666.000 €           8.000.000 €
11º- Frank Ribery              Bayern Munique     666.000 €            8.000.000 €
12º- John Terry                 Chelsea                  625.000 €            7.500.000 €
13º- Frank Lampard          Chelsea                  625.000 €            7.500.000 €
14º- Steven Gerrard         Liverpool                 625.000 €            7.500.000 €
15º- Xavi                          FC Barcelona          625.000 €            7.500.000 €
16º- Anders Iniesta          FC Barcelona          583.000 €            7.000.000 €
17º- David Villa               FC Barcelona           583.000 €            7.000.000 €
18º- Daniel Alves            FC Barcelona           583.000 €           7.000.000 €
19º- Edin Dzeko              Manchester City       541.000 €          6.500.000 €
Cotação do Euro, em R$: 2,2415; (em 03 de Agosto de 2011).
Com objetivo apenas de um parâmetro, temos jogadores como Kaká, que tem salário (se convertido para moeda nacional) de R$1.867.169,50, um verdadeiro milionário.
A pirâmide salarial dos jogadores de futebol no Brasil
Este é um ponto crucial, para se entender a ilusão econômica produzida em torno do futebol, pelos meios de comunicação de massa e que se reproduz no ideário da grande maioria da população, acreditando ser o futebol a saída para os males econômico-sociais que nossos jovens vivenciam todos os dias. Abaixo texto baseado em dados apresentados pelo órgão máximo do futebol, a Confederação Brasileira de Futebol: “Os salários de jogadores no Brasil são baixos se considerarmos os sonhos de mobilidade social e econômica dos jovens, em sua maioria oriunda das camadas populares. A pirâmide salarial dos jogadores profissionais no Brasil não mudou muito nos últimos oito anos. Os dados divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 1999 indicavam que 51,6% dos jogadores recebiam até um salário mínimo (hoje, cerca de R$550,00) e 33,2% até dois (R$1.100,00); se somados esses percentuais podemos pensar que 84,8% dos jogadores recebiam salários que variam entre 160 a 320 dólares mensais pelos valores atuais, acima de dez salários mínimos apenas 5,2% (PRONI, 2000). O ano de 2003, por exemplo, revela a seguinte distribuição: 82,41% percebem entre 1 a  salários mínimos, 2,05% entre 10 e 20 salários mínimos e apenas 3,57% acima de 20 salários mínimos (HELAL; SOARES; SALLES, 2005).”
Os dados acima mostram e desnudam a verdadeira situação, mostrando mais uma vez que a sociedade capitalista não tem meios para criar oásis dentro do grande deserto que é este sistema de exploração do homem pelo homem, nem mesmo nos esportes, nem no mais poderoso deles. E que em todas as áreas laborais humanas, a relação de exploração mantém determinados padrões, em resumo, milhões de miseráveis para algumas poucas centenas de  milionários.
A enorme concorrência no Futebol
Além da tamanha desigualdade salarial na carreira de futebolista, mostrada na pirâmide salarial, os problemas são ainda maiores para os que querem fazer do futebol um meio de vida. Outro empecilho é a enorme concorrência, de acordo com dados não muito precisos, “está estimado entre 10 a 15 mil postos de trabalho. Parte desses postos são empregos sazonais e bastante precários. “Existem no Brasil em torno de 500 clubes de futebol credenciados às subsidiárias da FIFA (agência internacional que detém o monopólio do futebol de espetáculo)” (DAMO, 2005 p. 16). Poder-se-ia pensar que esse número é expressivo em se tratando dos postos principais de  trabalho nessa indústria do espetáculo, mas algumas ressalvas devem ser feitas.
 Dos 500 clubes credenciados apenas 4%, isto é, 20 clubes, detêm 90% da preferência dos torcedores (DAMO, 2005). Isso indica que o potencial de exploração do produto que os clubes podem vender junto ao público consumidor (torcedores) é desigual e acarreta uma redução significativa dos postos de trabalho bem remunerados. Se calcularmos que uma equipe possui, em média, 26 atletas na equipe principal, teremos cerca de 520 postos de trabalho na parte mais valorizada do mercado, isto se considerarmos os 20 principais clubes no Brasil que disputam o campeonato nacional da primeira divisão”. (MERCADO, ESCOLA E A FORMAÇÃO DE JOGADORES DE FUTEBOL NO BRASIL, Antonio Jorge Gonçalves Soares – UFRJ, Tiago Lisboa Bartholo – UFRJ)
Para efeito de comparação, os dados relativos a postos de trabalho de outra profissão também concorrida, em que pesem os problemas estruturais. Em 2006, a Rais (Relação anual de informações sociais) registrou 2.803.761 empregos para professores no Brasil, em todos os níveis de ensino. Nada menos que 77% desses empregos – 2.159.269 – são de professores da educação básica, a qual compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. (Professores do Brasil: impasses e desafios / Coordenado por Bernadete Angelina Gatti e Elba Siqueira de Sá Barreto. – Brasília: UNESCO, 2009. página 18)
Pegando o primeiro dado 2.803.761 e dividindo pelo teto de jogadores profissionais no país temos a relação de um  jogador de futebol para cada 187 professores.
Quero deixar claro, que sou mais um apaixonado pelo esporte e não quero acabar com os sonhos de nenhum garoto, que espera no futebol uma saída para sua vida, muitas vezes a única, mas como profissional da área, quero principalmente ajudar a ampliar estes dados, para que todos os interessados possam fazer uma análise crítica do profissionalismo no futebol, que acaba sendo um triturador de ilusões.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MERCADO, ESCOLA E A FORMAÇÃO DE JOGADORES DE FUTEBOL NO

Olá, em minhas pesquisas e leituras encontrei na internet, o texto que está no link abaixo, dos autores:

Antonio Jorge Gonçalves Soares – UFRJ
Tiago Lisboa Bartholo – UFRJ
Tendo como agência financiadora: CAPES e CNPq;

Este texto é especialmente destinado àqueles que se interessam pelo futebol como profissão, ou seja à candidatos a jogadores de futebol, em virtude disto estou postando este link, para que jovens candidatos à esta profissão acessem e aprofundem seus conhecimentos sobre o mercado de trabalho deste esporte.

http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/arquivos/trabalhos/GT14-5681--Int.pdf

Até mais.