Total de visualizações de página
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
ALUNO RECLAMA DE SEU PROF DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O quê os que se reivindicam professores de Educação Física nunca devem fazer!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Kassab pratica mais um grande crime contra o povo
A prefeitura de São Paulo está praticando um crime contra o patrimônio público, Gilberto kassab desapropriou e demoliu dois edifícios residenciais de grande dimensão no centro da cidade, entre eles o São Vito, onde gastou quase vinte milhões de reais, em valores de 2010, para subtrair 738 unidades habitacionais e 28 mil metros quadrados de área construída no centro da cidade.
Ao invés de reabilitar edifícios residenciais já construídos no centro, próximo ao emprego, optou-se por destruí-los a um custo proibitivo. O terreno resultante desta operação, com cerca de2,5 mil metros quadrados, custou para os cofres municipais, ou seja, para o contribuinte paulistano, quase oito mil reais o metro quadrado, um dos mais caros da cidade, embora esteja numa região desvalorizada.
O governo municipal confirmou nesta quinta-feira (22/12) a sua atitude fascista, assinou o documento que dá permissão de uso de um terreno público de 7 mil m² ao Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP). A área localizada no Parque Dom Pedro II, Centro, onde antigamente ficava situado o Edifício São Vito. A medida do governo faz parte do chamado projeto de “revitalização” da região que foi anunciado em maio deste ano.
Para “justificar” as centenas de despejados com as desapropriações que se iniciaram em 2004 e os 20 milhões com a demolição, deixando na rua, embaixo de viadutos centenas de famílias sem moradia, onde com muito menor investimento se poderia retirar todas essas pessoas do sofrimento, enquanto um punhado de mega empresários vai lucrar muito no centro de São Paulo, o governo nazi, digo kassab, entrega agora de mãos beijadas para o Serviço Social do Comércio, o Sesc, grande instituição do empresariado, uma área que terá 24 mil m² e abrigará restaurante, café, salas multiuso, biblioteca, ginásio poliesportivo, teatro, áreas de recreação infantil, piscinas, além de outros espaços.
Enquanto escrevia esta denuncia, outro crime estava sendo cometido, o incêndio da favela do Moinho, onde moravam mais de 600 famílias, na região dos campos Elíseos, também centro da capital paulista, que assim como outras dezenas de incêndios em favelas da capital, há evidências de incêndio criminoso, para beneficiar poderosos, que nada devem para personagens históricos como Adolph Hitler.
Abaixo, republico parte da matéria denunciativa (em itálico) do site http://correiodopovo-al.com.br/v3/?p=5561
...Disputa da área da favela
A área onde está a favela do Moinho vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.
A favela surgiu há cerca de 30 anos, quando um grupo de moradores ocupou uma área da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). A empresa foi extinta em 2007 e todos os seus bens repassados à União. Antes, em 1999, o terreno foi leiloado a Mottarone Serviços de Supervisão, Montagens e Comércio Ltda. para saldar as dívidas tributárias da RFFSA.
O incêndio
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a se espalhar pela favela por volta de 10h dessa quinta (22) e atingiu o prédio abandonado. A prefeitura contabilizou mais de 300 barracos destruídos. Duas pessoas morreram carbonizada.
Ao todo, 35 veículos e 70 homens dos bombeiros foram enviados para combater as chamas. Duas pessoas se jogaram do prédio e ficaram feridas e uma ficou intoxicada por causa da fumaça. Além disso, um bombeiro ficou ferido durante o resgate, porque foi atingido na cabeça por uma televisão. Ele está em estado grave com fratura no crânio.
Segundo Kassab, que visitou o local, as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela, durante uma briga com o marido. Revoltada, ela teria queimado o barraco onde morava. Um inquérito, no entanto, será aberto para apurar as causas do incêndio.
Destino das famílias
Kassab, que foi recebido com protesto de moradores, disse que as famílias do local já estavam cadastradas em programas sociais da prefeitura e agora serão encaminhadas para abrigos e se não houver abrigos suficientes, afirmou ele, a prefeitura vai construir mais unidades.
A prefeitura disse posteriormente, em nota, que “todas as famílias que tiveram seus barracos atingidos pelo incêndio serão incluídas em programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab)”. Os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria - Geral da Presidência) visitaram o local e ofereceram ajuda federal.
Parte das famílias procurou abrigo em casas de amigos e parentes. Outras foram alojadas provisoriamente no Clube Raul Tabajara, na Barra Funda.
O presidente da associação de moradores, porém, disse que não foi apresentada nenhuma garantia sobre o destino das famílias. “Ninguém deu certeza de nada. Estamos esperando uma decisão mais adequada. Vamos ver que eles podem oferecer”, disse.
Antes de terminar esta matéria, é necessário chamar a atenção para a declaração do prefeito, que para se furtar a qualquer investigação séria, de pronto denunciou uma das vítimas:“as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela”. De acordo com informações do blog nogueirajr.blogspot.com, em 2009 a cidade teve 122 incêndios à favelas, em 2010 até o mês de agosto chegou a 123, não consegui dados referentes a este ano, mas com os dados anteriores é possível verificar um aumento de mais de 40% , sendo inúmeras as denúncias de fatos criminosos para obrigar os moradores a deixarem as favelas, assim como ocorreu na Moinho, onde a própria prefeitura tentava através da justiça despejar os moradores. Será que queriam despejar para beneficiar algum empresário, que irá abrir um grande negócio assim como fizeram os magnatas do Sesc?
Ao invés de reabilitar edifícios residenciais já construídos no centro, próximo ao emprego, optou-se por destruí-los a um custo proibitivo. O terreno resultante desta operação, com cerca de2,5 mil metros quadrados, custou para os cofres municipais, ou seja, para o contribuinte paulistano, quase oito mil reais o metro quadrado, um dos mais caros da cidade, embora esteja numa região desvalorizada.
O governo municipal confirmou nesta quinta-feira (22/12) a sua atitude fascista, assinou o documento que dá permissão de uso de um terreno público de 7 mil m² ao Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP). A área localizada no Parque Dom Pedro II, Centro, onde antigamente ficava situado o Edifício São Vito. A medida do governo faz parte do chamado projeto de “revitalização” da região que foi anunciado em maio deste ano.
Para “justificar” as centenas de despejados com as desapropriações que se iniciaram em 2004 e os 20 milhões com a demolição, deixando na rua, embaixo de viadutos centenas de famílias sem moradia, onde com muito menor investimento se poderia retirar todas essas pessoas do sofrimento, enquanto um punhado de mega empresários vai lucrar muito no centro de São Paulo, o governo nazi, digo kassab, entrega agora de mãos beijadas para o Serviço Social do Comércio, o Sesc, grande instituição do empresariado, uma área que terá 24 mil m² e abrigará restaurante, café, salas multiuso, biblioteca, ginásio poliesportivo, teatro, áreas de recreação infantil, piscinas, além de outros espaços.
Enquanto escrevia esta denuncia, outro crime estava sendo cometido, o incêndio da favela do Moinho, onde moravam mais de 600 famílias, na região dos campos Elíseos, também centro da capital paulista, que assim como outras dezenas de incêndios em favelas da capital, há evidências de incêndio criminoso, para beneficiar poderosos, que nada devem para personagens históricos como Adolph Hitler.
Abaixo, republico parte da matéria denunciativa (em itálico) do site http://correiodopovo-al.com.br/v3/?p=5561
...Disputa da área da favela
A área onde está a favela do Moinho vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.
A favela surgiu há cerca de 30 anos, quando um grupo de moradores ocupou uma área da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). A empresa foi extinta em 2007 e todos os seus bens repassados à União. Antes, em 1999, o terreno foi leiloado a Mottarone Serviços de Supervisão, Montagens e Comércio Ltda. para saldar as dívidas tributárias da RFFSA.
O incêndio
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a se espalhar pela favela por volta de 10h dessa quinta (22) e atingiu o prédio abandonado. A prefeitura contabilizou mais de 300 barracos destruídos. Duas pessoas morreram carbonizada.
Ao todo, 35 veículos e 70 homens dos bombeiros foram enviados para combater as chamas. Duas pessoas se jogaram do prédio e ficaram feridas e uma ficou intoxicada por causa da fumaça. Além disso, um bombeiro ficou ferido durante o resgate, porque foi atingido na cabeça por uma televisão. Ele está em estado grave com fratura no crânio.
Segundo Kassab, que visitou o local, as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela, durante uma briga com o marido. Revoltada, ela teria queimado o barraco onde morava. Um inquérito, no entanto, será aberto para apurar as causas do incêndio.
Destino das famílias
Kassab, que foi recebido com protesto de moradores, disse que as famílias do local já estavam cadastradas em programas sociais da prefeitura e agora serão encaminhadas para abrigos e se não houver abrigos suficientes, afirmou ele, a prefeitura vai construir mais unidades.
A prefeitura disse posteriormente, em nota, que “todas as famílias que tiveram seus barracos atingidos pelo incêndio serão incluídas em programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab)”. Os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria - Geral da Presidência) visitaram o local e ofereceram ajuda federal.
Parte das famílias procurou abrigo em casas de amigos e parentes. Outras foram alojadas provisoriamente no Clube Raul Tabajara, na Barra Funda.
O presidente da associação de moradores, porém, disse que não foi apresentada nenhuma garantia sobre o destino das famílias. “Ninguém deu certeza de nada. Estamos esperando uma decisão mais adequada. Vamos ver que eles podem oferecer”, disse.
Antes de terminar esta matéria, é necessário chamar a atenção para a declaração do prefeito, que para se furtar a qualquer investigação séria, de pronto denunciou uma das vítimas:“as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela”. De acordo com informações do blog nogueirajr.blogspot.com, em 2009 a cidade teve 122 incêndios à favelas, em 2010 até o mês de agosto chegou a 123, não consegui dados referentes a este ano, mas com os dados anteriores é possível verificar um aumento de mais de 40% , sendo inúmeras as denúncias de fatos criminosos para obrigar os moradores a deixarem as favelas, assim como ocorreu na Moinho, onde a própria prefeitura tentava através da justiça despejar os moradores. Será que queriam despejar para beneficiar algum empresário, que irá abrir um grande negócio assim como fizeram os magnatas do Sesc?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Vitória: Ex-Pantera Negra fora do corredor da morte
Ex-Pantera Negra se livra de pena de morte nos EUA
Mumia Abu-Jamal estava havia 30 anos no corredor da morte. Pena por assassinato em 1981 foi comutada em prisão perpétua.
O ativista negro Mumia Abu-Jamal,ex-membro do grupo Panteras Negras,não será mais executado,anunciou nesta quarta-feira (7) a Procuradoria da Filadélfia,no estado da Pensilvânia,após 30 anos de batalhas legais.
Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pela morte do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e,após a decisão da Procuradoria,cumprirá agora a pena de prisão perpétua,segundo as leis do estado da Pensilvânia.
Grupos de ativistas e de direitos humanos haviam pedido para que mudassem a pena de morte de Abu-Jamal e uma corte federal de apelações dos EUA ordenou um reexame da condenação,sem mudar o veredicto de culpado pelo assassinato.
Abu-Jamal,de 57 anos,sempre negou ter cometido o crime. O caso se tornou uma causa célebre dos críticos da pena capital.
Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pela morte do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e,após a decisão da Procuradoria,cumprirá agora a pena de prisão perpétua,segundo as leis do estado da Pensilvânia.
Grupos de ativistas e de direitos humanos haviam pedido para que mudassem a pena de morte de Abu-Jamal e uma corte federal de apelações dos EUA ordenou um reexame da condenação,sem mudar o veredicto de culpado pelo assassinato.
Abu-Jamal,de 57 anos,sempre negou ter cometido o crime. O caso se tornou uma causa célebre dos críticos da pena capital.
A luta continua.
O que a Educação Física deve buscar nos dias de hoje?
À pergunta acima, uma das melhores respostas está na análise apresentada na entrevista do caro Professor Marcos Garcia Neira à Revista Nova Escola. Para os que acreditam em uma transformação da educação no país este texto serve para boas reflexões.
Entrevista

Marcos Garcia Neira
Entrevista publicada na Revista Nova Escola - Edição 224 em Agosto de 2009
Considerado um dos principais investigadores dessa tendência, a cultura corporal, o professor Marcos Garcia Neira, da Universidade de São Paulo (USP), defende que a principal função da Educação Física escolar é analisar a diversidade das práticas corporais da sociedade - mesmo as consideradas mais polêmicas, como danças do tipo funk e axé. Amparado por 17 anos de docência na Educação Básica e pela participação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e das Orientações Curriculares do município de São Paulo, Neira discute essa questão provocadora e avalia os principais desafios da disciplina.
Por que a Educação Física mudou tanto nos últimos anos?
MARCOS GARCIA NEIRA - Foi uma mudança que acompanhou uma série de outras transformações. Na sociedade, grupos que não tinham sua voz ouvida ganharam espaço, o que impactou o currículo. A escola, antes voltada apenas para o conhecimento acadêmico ou a inserção no mercado, passou a visar a participação do aluno em todos os setores da vida social, o que mexeu com os objetivos da área. E a própria legislação, que desde a década de 1970 apontava um compromisso com a melhoria da performance física e a descoberta de talentos esportivos, foi substituída em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola.
Na prática, quais foram as principais transformações?
NEIRA - Eu acredito que a Educação Física passou a ser reconhecida como um componente importante para a formação dos alunos. Antes, eram comuns as aulas fora do período regular, as dispensas por motivos médicos ou a substituição por atividades pouco relacionadas com a área, como conselhos de classe, por exemplo. Tudo isso colaborou para construir, na cabeça de alunos e professores, a representação de uma disciplina alheia ao projeto escolar, que servia apenas como recreação ou passatempo e não tinha nenhum objetivo pedagógico. Hoje, essa concepção não é mais dominante.
Qual é o objetivo da Educação Física escolar hoje?
NEIRA - É o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal. Nosso papel é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos, criando esportes, jogos, lutas, ginásticas, brincadeiras e danças, entender as condições que inspiraram essas criações e experimentá-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar.
Como deve ser uma aula ideal?
NEIRA - Certamente não deve ser a do tipo "desce para a quadra, corre, corre, corre, sua, sua, sua e volta para a sala". A Educação Física proposta na escola não pode ser a mesma proposta em outros espaços. Se é apenas para o aluno se divertir, existem lugares para isso - ginásios públicos e centros comunitários, por exemplo. Se é somente para aprender modalidades esportivas, melhor procurar um clube ou uma academia. A escola não serve para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento.
Um exemplo concreto: como abordar o futebol nessa perspectiva?
NEIRA - O trabalho pode começar com a turma experimentando jogar futebol, mas não pode parar por aí. A vivência de qualquer modalidade na escola exige reflexão e adaptação. Propondo uma pesquisa, é possível levar os alunos a conhecer outros tipos de futebol - de campo, de quadra, de areia, feminino -, conhecer quem pratica o esporte hoje, como se jogou no passado e como se pode jogar na escola. É importante que eles saibam, por exemplo, que o esporte já foi praticado sem juiz, que os atletas não tinham números na camisa e que o pênalti era cobrado de outra maneira. Com base nessas informações, voltam à prática já atentos a novas questões: é preciso arbitrar os jogos? Como fazer meninos e meninas participar simultaneamente? E as crianças com deficiência?
Apesar de a disciplina ter se tornado mais reflexiva, as atividades práticas continuam sendo importantes?
NEIRA - É claro. A vivência segue sendo fundamental porque é somente por meio dela que a turma sente a necessidade de fazer adaptações, algo presente em todas as modalidades. Afinal, elas se transformam conforme "conversam" com a sociedade. O voleibol, por exemplo, mudou seu sistema de pontuação principalmente para se adaptar às transmissões de TV. Essa lógica vale para todas as manifestações corporais, mesmo as mais lúdicas. Quando alguém brinca de pega-pega na rua, brinca de certo jeito. Quando vai brincar com 35 crianças na escola, precisa adaptar a atividade para que ela funcione.
Entrevista
Marcos Garcia Neira
Entrevista publicada na Revista Nova Escola - Edição 224 em Agosto de 2009
Considerado um dos principais investigadores dessa tendência, a cultura corporal, o professor Marcos Garcia Neira, da Universidade de São Paulo (USP), defende que a principal função da Educação Física escolar é analisar a diversidade das práticas corporais da sociedade - mesmo as consideradas mais polêmicas, como danças do tipo funk e axé. Amparado por 17 anos de docência na Educação Básica e pela participação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e das Orientações Curriculares do município de São Paulo, Neira discute essa questão provocadora e avalia os principais desafios da disciplina.
Por que a Educação Física mudou tanto nos últimos anos?
MARCOS GARCIA NEIRA - Foi uma mudança que acompanhou uma série de outras transformações. Na sociedade, grupos que não tinham sua voz ouvida ganharam espaço, o que impactou o currículo. A escola, antes voltada apenas para o conhecimento acadêmico ou a inserção no mercado, passou a visar a participação do aluno em todos os setores da vida social, o que mexeu com os objetivos da área. E a própria legislação, que desde a década de 1970 apontava um compromisso com a melhoria da performance física e a descoberta de talentos esportivos, foi substituída em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola.
Na prática, quais foram as principais transformações?
NEIRA - Eu acredito que a Educação Física passou a ser reconhecida como um componente importante para a formação dos alunos. Antes, eram comuns as aulas fora do período regular, as dispensas por motivos médicos ou a substituição por atividades pouco relacionadas com a área, como conselhos de classe, por exemplo. Tudo isso colaborou para construir, na cabeça de alunos e professores, a representação de uma disciplina alheia ao projeto escolar, que servia apenas como recreação ou passatempo e não tinha nenhum objetivo pedagógico. Hoje, essa concepção não é mais dominante.
Qual é o objetivo da Educação Física escolar hoje?
NEIRA - É o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal. Nosso papel é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos, criando esportes, jogos, lutas, ginásticas, brincadeiras e danças, entender as condições que inspiraram essas criações e experimentá-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar.
Como deve ser uma aula ideal?
NEIRA - Certamente não deve ser a do tipo "desce para a quadra, corre, corre, corre, sua, sua, sua e volta para a sala". A Educação Física proposta na escola não pode ser a mesma proposta em outros espaços. Se é apenas para o aluno se divertir, existem lugares para isso - ginásios públicos e centros comunitários, por exemplo. Se é somente para aprender modalidades esportivas, melhor procurar um clube ou uma academia. A escola não serve para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento.
Um exemplo concreto: como abordar o futebol nessa perspectiva?
NEIRA - O trabalho pode começar com a turma experimentando jogar futebol, mas não pode parar por aí. A vivência de qualquer modalidade na escola exige reflexão e adaptação. Propondo uma pesquisa, é possível levar os alunos a conhecer outros tipos de futebol - de campo, de quadra, de areia, feminino -, conhecer quem pratica o esporte hoje, como se jogou no passado e como se pode jogar na escola. É importante que eles saibam, por exemplo, que o esporte já foi praticado sem juiz, que os atletas não tinham números na camisa e que o pênalti era cobrado de outra maneira. Com base nessas informações, voltam à prática já atentos a novas questões: é preciso arbitrar os jogos? Como fazer meninos e meninas participar simultaneamente? E as crianças com deficiência?
Apesar de a disciplina ter se tornado mais reflexiva, as atividades práticas continuam sendo importantes?
NEIRA - É claro. A vivência segue sendo fundamental porque é somente por meio dela que a turma sente a necessidade de fazer adaptações, algo presente em todas as modalidades. Afinal, elas se transformam conforme "conversam" com a sociedade. O voleibol, por exemplo, mudou seu sistema de pontuação principalmente para se adaptar às transmissões de TV. Essa lógica vale para todas as manifestações corporais, mesmo as mais lúdicas. Quando alguém brinca de pega-pega na rua, brinca de certo jeito. Quando vai brincar com 35 crianças na escola, precisa adaptar a atividade para que ela funcione.
Campeonatos e festivais esportivos continuam tendo espaço?
NEIRA - Particularmente, acho que montar uma seleção com seis a 12 alunos e deixar 300 sem aula para disputar uma competição é fabricar adversários. Não podemos partir do pressuposto de que um pequeno grupo vai ser privilegiado e participar da atividade enquanto a maioria vai apenas torcer, ou nem isso. Agora, se os educadores consideram a competição algo importante, é possível, sim, organizar eventos, mas de uma perspectiva diferente. Sugiro, por exemplo, combinar de levar uma turma de 5ª série para jogar com a de uma escola próxima, negociar regras, fazer todo mundo participar da experiência e realizar uma avaliação conjunta depois, discutindo o que os jovens acharam da atividade e como melhorá-la numa próxima vez.
Como lidar com crianças que demonstram especial habilidade em alguma modalidade esportiva?
NEIRA - Devemos estimulá-las a prosseguir. Entretanto, o lugar para continuar com o trabalho não pode ser a escola, mas instituições especializadas para a prática esportiva. A escola tem como função ajudar a compreender o mundo e sua cultura. Não há como desenvolver um projeto esportivo se o que se pretende é contemplar todos os alunos.
Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, usam as escolas como base para revelar atletas. Isso pode ser uma alternativa para o Brasil?
NEIRA - O incentivo ao esporte visando a participação em eventos internacionais já foi a política oficial da Educacão Física em nosso país na década de 1970. Não deu certo. Ainda que algumas nações vejam na disciplina uma forma de aprimorar o desenvolvimento motor e físico, esse enfoque competitivo e as atividades de treinamento costumam ocorrer em momentos extra-aula.
Como saber quais esportes, jogos, lutas, danças e brincadeiras devem fazer parte do currículo?
NEIRA - O ponto de partida é sempre o diagnóstico inicial. O interessante é que esse mapeamento do patrimônio cultural corporal da turma - as práticas ligadas ao movimento que os alunos conhecem ou realizam - revela uma realidade mais diversificada do que imaginamos. A garotada brinca de esconde-esconde, conhece skate pela TV, tem algum parente que pratica ioga e conhece malha ou bocha porque os idosos jogam na praça. É possível ainda fazer outros mapeamentos. O professor pode passear pelo bairro observando manifestações corporais e equipamentos esportivos. Há academias ou ruas de caminhada, por exemplo?
Mas é preciso escolher algumas práticas no meio de tanta diversidade. Como fazer isso?
NEIRA - Antes de mais nada, é fundamental ter em mente as finalidades do projeto pedagógico da escola - devemos lembrar que a Educação Física não pode ser uma prática alienada. Além disso, a perspectiva cultural da disciplina considera quatro princípios importantes na definição do currículo. O primeiro é que a matriz de conteúdos deve dialogar com todos os grupos que compõem a sociedade - e trabalhar só com esportes modernos contradiz esse princípio. O segundo é a noção de que o aluno precisa enxergar na sociedade as manifestações que está estudando. O terceiro é entender e respeitar as possibilidades de cada estudante, evitando, por exemplo, as avaliações por performance. E o quarto é o professor repensar constantemente a própria identidade cultural para aperfeiçoar o currículo.
Qual deve ser a postura da escola quando a cultura corporal dos alunos inclui danças como o funk e o axé?
NEIRA - Não devemos fechar os olhos para essas manifestações, pois podem ser danças que os estudantes cultuam fora da escola. Isso não significa que devemos ficar apenas com aquilo que eles conhecem. Se o professor focar só os aspectos superficiais do funk e do axé, ensaiando coreografias, por exemplo, não estará cumprindo seu papel. Por outro lado, um trabalho crítico ajuda as crianças a analisar e interpretar o que são essas danças, contribuindo para que elas conheçam a própria identidade cultural e entendam quem são. A chamada cultura de chegada dos estudantes é um bom ponto de partida para um trabalho em direção a uma cultura mais ampla. A escola deve sempre fazer essa ponte entre o repertório conhecido e o desconhecido.
Como isso funciona na prática?
NEIRA - É preciso transformar o conhecimento dos alunos em objeto de análise e investigação pedagógica. Considero válido, por exemplo, um projeto que aborde o funk e o axé no contexto de outras danças contemporâneas, estudando as letras, entendendo o que está embutido nelas, as práticas interessantes ou desinteressantes que acompanham essas manifestações. Em seguida, é possível convidar dançarinos ou trazer vídeos para apresentar outras danças, ampliando o repertório da turma. É um trabalho multicultural porque considera diversos tipos de prática corporal, mas é um multiculturalismo crítico porque questiona e analisa cada uma delas.
Como desenvolver o senso crítico?
NEIRA - Comparando, indagando e aprofundando conteúdos para que a turma reflita. Depois de pular amarelinha, pense por que existem as "casas" do céu e do inferno. Durante o estudo dos exercícios físicos, reflita por que a academia se transformou numa espécie de espaço sagrado da saúde se as qualidades físicas alcançadas por lá também são obtidas, de graça, no parque. Uma Educação Física que trabalha apenas com o movimento não constrói esse senso crítico.
NEIRA - Particularmente, acho que montar uma seleção com seis a 12 alunos e deixar 300 sem aula para disputar uma competição é fabricar adversários. Não podemos partir do pressuposto de que um pequeno grupo vai ser privilegiado e participar da atividade enquanto a maioria vai apenas torcer, ou nem isso. Agora, se os educadores consideram a competição algo importante, é possível, sim, organizar eventos, mas de uma perspectiva diferente. Sugiro, por exemplo, combinar de levar uma turma de 5ª série para jogar com a de uma escola próxima, negociar regras, fazer todo mundo participar da experiência e realizar uma avaliação conjunta depois, discutindo o que os jovens acharam da atividade e como melhorá-la numa próxima vez.
Como lidar com crianças que demonstram especial habilidade em alguma modalidade esportiva?
NEIRA - Devemos estimulá-las a prosseguir. Entretanto, o lugar para continuar com o trabalho não pode ser a escola, mas instituições especializadas para a prática esportiva. A escola tem como função ajudar a compreender o mundo e sua cultura. Não há como desenvolver um projeto esportivo se o que se pretende é contemplar todos os alunos.
Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, usam as escolas como base para revelar atletas. Isso pode ser uma alternativa para o Brasil?
NEIRA - O incentivo ao esporte visando a participação em eventos internacionais já foi a política oficial da Educacão Física em nosso país na década de 1970. Não deu certo. Ainda que algumas nações vejam na disciplina uma forma de aprimorar o desenvolvimento motor e físico, esse enfoque competitivo e as atividades de treinamento costumam ocorrer em momentos extra-aula.
Como saber quais esportes, jogos, lutas, danças e brincadeiras devem fazer parte do currículo?
NEIRA - O ponto de partida é sempre o diagnóstico inicial. O interessante é que esse mapeamento do patrimônio cultural corporal da turma - as práticas ligadas ao movimento que os alunos conhecem ou realizam - revela uma realidade mais diversificada do que imaginamos. A garotada brinca de esconde-esconde, conhece skate pela TV, tem algum parente que pratica ioga e conhece malha ou bocha porque os idosos jogam na praça. É possível ainda fazer outros mapeamentos. O professor pode passear pelo bairro observando manifestações corporais e equipamentos esportivos. Há academias ou ruas de caminhada, por exemplo?
Mas é preciso escolher algumas práticas no meio de tanta diversidade. Como fazer isso?
NEIRA - Antes de mais nada, é fundamental ter em mente as finalidades do projeto pedagógico da escola - devemos lembrar que a Educação Física não pode ser uma prática alienada. Além disso, a perspectiva cultural da disciplina considera quatro princípios importantes na definição do currículo. O primeiro é que a matriz de conteúdos deve dialogar com todos os grupos que compõem a sociedade - e trabalhar só com esportes modernos contradiz esse princípio. O segundo é a noção de que o aluno precisa enxergar na sociedade as manifestações que está estudando. O terceiro é entender e respeitar as possibilidades de cada estudante, evitando, por exemplo, as avaliações por performance. E o quarto é o professor repensar constantemente a própria identidade cultural para aperfeiçoar o currículo.
Qual deve ser a postura da escola quando a cultura corporal dos alunos inclui danças como o funk e o axé?
NEIRA - Não devemos fechar os olhos para essas manifestações, pois podem ser danças que os estudantes cultuam fora da escola. Isso não significa que devemos ficar apenas com aquilo que eles conhecem. Se o professor focar só os aspectos superficiais do funk e do axé, ensaiando coreografias, por exemplo, não estará cumprindo seu papel. Por outro lado, um trabalho crítico ajuda as crianças a analisar e interpretar o que são essas danças, contribuindo para que elas conheçam a própria identidade cultural e entendam quem são. A chamada cultura de chegada dos estudantes é um bom ponto de partida para um trabalho em direção a uma cultura mais ampla. A escola deve sempre fazer essa ponte entre o repertório conhecido e o desconhecido.
Como isso funciona na prática?
NEIRA - É preciso transformar o conhecimento dos alunos em objeto de análise e investigação pedagógica. Considero válido, por exemplo, um projeto que aborde o funk e o axé no contexto de outras danças contemporâneas, estudando as letras, entendendo o que está embutido nelas, as práticas interessantes ou desinteressantes que acompanham essas manifestações. Em seguida, é possível convidar dançarinos ou trazer vídeos para apresentar outras danças, ampliando o repertório da turma. É um trabalho multicultural porque considera diversos tipos de prática corporal, mas é um multiculturalismo crítico porque questiona e analisa cada uma delas.
Como desenvolver o senso crítico?
NEIRA - Comparando, indagando e aprofundando conteúdos para que a turma reflita. Depois de pular amarelinha, pense por que existem as "casas" do céu e do inferno. Durante o estudo dos exercícios físicos, reflita por que a academia se transformou numa espécie de espaço sagrado da saúde se as qualidades físicas alcançadas por lá também são obtidas, de graça, no parque. Uma Educação Física que trabalha apenas com o movimento não constrói esse senso crítico.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Sócrates, o Pantera Negra.
A carreira de Sócrates se iniciou no Botafogo de Ribeirão Preto em 1974, do qual foi comprado pelo Corinthians, após excelentes atuações nos campeonatos paulistas pelo clube do interior, tornando-se entre os anos de 1978 a 1984 um dos maiores ídolos da história do alvinegro. Defendeu também a Fiorentina da Itália e as equipes do Flamengo e do Santos. Foi convocado pela seleção brasileira pela primeira vez em 1979 tendo se destacado nas Copas do Mundo, as de 1982 e 1986. Fazendo parte daquela seleção que foi considerada por muitos como a Seleção de Futebol mais bonito, mas que foi derrotada em Sarriá, Espanha em 1982, pela seleção Italiana, que se sagraria campeã por 3x2.
Dono de um talento raro e consagrado como um dos maiores jogadores da história do futebol nacional e mundial, Sócrates também ganhou notoriedade por suas posições políticas.

Foi o principal líder da Democracia Corintiana, surgida no início dos anos 1980. Movimento que surgiu em plena luta da classe trabalhadora brasileira contra a ditadura militar no país. Foi um importante marco de apoio a esta luta vindo do principal esporte de apego popular, o futebol e do clube com a maior torcida do país naquela época. Além das várias manifestações contra o regime e a favor da Democracia, também dentro do Sport Clube Corinthians Paulista, o movimento da Democracia Corintiana mostrava que as coisas poderiam ser diferentes no país e no futebol, onde assuntos como contratações, escalação do time, locais de concentração entre outros eram decididos após amplo debate, no voto. Isso foi uma mudança radical no meio de um sistema que é marcado pela ditadura e escândalos de corrupção, onde o poder econômico fala mais alto na maioria das vezes, tornando jogadores meros marionetes nas mãos de empresários e cartolas.
A atividade política de Sócrates foi marcada pela sua ampla participação no movimento pelas “Diretas Já”. Cobiçado por clubes da Europa, prometeu que se a emenda Dante de Oliveira fosse aprovada pelo Congresso Nacional e estabelecesse as eleições diretas para Presidente da República ele permaneceria no Brasil e no Corinthians. Como isso não aconteceu, acabou se transferindo para a Fiorentina, da Itália, em 1984.
Antes desse momento, contratado pelo Corinthians em 1978, ele conquistou seu primeiro título em seu segundo ano no clube: o Campeonato Paulista de 1979. Voltaria a vencer a mesma competição em 1982 e 1983, marcando seu nome definitivamente entre os ídolos corintianos.
Ao lado de Reinaldo, o genial atacante do Atlético-MG que deixou o futebol precocemente, vítima da violência no esporte, mas também político e militante como o Doutor Sócrates ajudaram a popularizar, no Brasil, a saudação política dos Panteras Negras, maior partido político negro criado em 1966 no estado da Califórnia, o mais rico dos Estados Unidos, para defender negros americanos de perseguições racistas e preservar seus direitos políticos e civis.
Sujeito contido, Sócrates, quase não comemorava seus gols. Mas quando comemorava, quase sempre o fazia da mesma forma, à moda dos Panteras Negras: em silêncio, com um punho fechado e erguido para o alto e o outro totalmente para baixo, também cerrado.
Até 1977, não se dedicava exclusivamente ao futebol, pois estudava na faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), onde se formou. Por conta disso muito se falou que Sócrates era avesso aos treinamentos, mas na grande maioria das vezes por estar na faculdade cursando o digníssimo curso.
Pela sua carreira de jogador de futebol, que se utilizou da sua arte para expandi-la e colocá-la a favor da luta do povo oprimido Sócrates merece todas as homenagens. Viva o Doutor.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Morre em São Paulo o ex-jogador de futebol Sócrates | BRASIL de FATO
É com tristeza, que partilho esta notícia(link). Pois todos que acreditam na Educação e também que a Educação Física pode ser espaço para ajudarmos a criar mentes progressistas e homens e mulheres que lutam por seus direitos não podemos deixar homenagear este grande jogador de Futebol, mas principalmente um esportista que mostrou em vários momentos que as pessoas, seja qual for seu ramo de atuação profissional ou social, não devem viver embaixo da bota dos outros.
Viva o Dr. Sócrates.

Contra a exploração do homem (Burguesia) pelo Homem
Para aqueles que se revoltam contra a exploração do Homem pelo Homem, contra a farsa de regime "democrático em que as pessoas vivem, leiam o texto abaixo, publicado no site Causa Operária e denunciado pelo site Wikileaks, do Sueco Julian Assange.
Causa Operária Online
Nas mãos da burguesia, o mundo é uma grande prisão
4 de dezembro de 2011
A mais nova revelação do WikiLeaks mostrou ao mundo o grau que chegou a ditadura da burguesia dos mais diversos países do mundo. Não que o imperialismo e seus lacaios dos países semicoloniais e coloniais já não tenham dado demonstrações suficientes de sua tirania. Mas como mostraram as outras revelações do site dirigido por Julian Assange, este tipo de denúncia tem servido cada vez mais para colocar abaixo as ilusões democráticas de grande parte da população mundial. Foi divulgado pelo WikiLeaks um sistema de espionagem em massa colocado em prática por diversos países do mundo, entre eles o Brasil. Segundo aponta o próprio documento, o esquema inclui os governos destes países por meio de seus aparatos policiais e militares e mostra a ligação do setor que é o braço armado do Estado com grandes monopólios capitalistas, sobretudo com os da área de comunicações. Parte do documento diz: “Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”. Ao longo de décadas o imperialismo vem justificando suas ações em nome da democracia. Alguns exemplos são as guerras do Iraque e do Afeganistão e, mais recentemente, a intervenção na Líbia que, como é de conhecimento de grande parte da opinião pública, busca apenas roubar o petróleo do país árabe. Nestes termos, como foi exposto pelo documento do WikiLeaks, não pode haver nenhuma democracia, independente do significado que se dê ao termo. Não se trata sequer de uma das formas mais conservadoras de democracia burguesa. Estamos diante de uma ditadura, ainda que não militar. Em primeiro lugar, uma espionagem neste grau só pode ser feito de forma completamente ilegal e amparada em um Estado ditatorial. O Estado de direito, tão defendido em palavras pela burguesia para se contrapor a qualquer mobilização das massas, só existe na medida em que as próprias instituições do Estado respeitem um regime jurídico democrático. O que, evidentemente, não é o caso. Em segundo lugar, democracia pressupõe que os cidadãos controlem as instituições do Estado. Verificamos que não apenas os cidadãos não controlam o Estado como este, controlado pela burguesia, exerce uma repressão gigantesca contra eles. O WikiLeaks informou através de sua página oficial na internet que novos documentos com este caráter serão divulgados durante esta semana. Todos aqueles que lutam contra a burguesia ou, de alguma forma se colocam contra a tirania desta classe, devem estar atentos a estas novas revelações. É preciso divulgá-las o mais amplamente possível e debater as questões envolvidas para desmascarar esta verdadeira máquina de guerra montada contra os povos do mundo para que um pequeno punhado de banqueiros e grandes capitalistas possam lucrar à custa do sofrimento e da miséria de bilhões de pessoas.
Causa Operária Online
Nas mãos da burguesia, o mundo é uma grande prisão
4 de dezembro de 2011
A mais nova revelação do WikiLeaks mostrou ao mundo o grau que chegou a ditadura da burguesia dos mais diversos países do mundo. Não que o imperialismo e seus lacaios dos países semicoloniais e coloniais já não tenham dado demonstrações suficientes de sua tirania. Mas como mostraram as outras revelações do site dirigido por Julian Assange, este tipo de denúncia tem servido cada vez mais para colocar abaixo as ilusões democráticas de grande parte da população mundial. Foi divulgado pelo WikiLeaks um sistema de espionagem em massa colocado em prática por diversos países do mundo, entre eles o Brasil. Segundo aponta o próprio documento, o esquema inclui os governos destes países por meio de seus aparatos policiais e militares e mostra a ligação do setor que é o braço armado do Estado com grandes monopólios capitalistas, sobretudo com os da área de comunicações. Parte do documento diz: “Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”. Ao longo de décadas o imperialismo vem justificando suas ações em nome da democracia. Alguns exemplos são as guerras do Iraque e do Afeganistão e, mais recentemente, a intervenção na Líbia que, como é de conhecimento de grande parte da opinião pública, busca apenas roubar o petróleo do país árabe. Nestes termos, como foi exposto pelo documento do WikiLeaks, não pode haver nenhuma democracia, independente do significado que se dê ao termo. Não se trata sequer de uma das formas mais conservadoras de democracia burguesa. Estamos diante de uma ditadura, ainda que não militar. Em primeiro lugar, uma espionagem neste grau só pode ser feito de forma completamente ilegal e amparada em um Estado ditatorial. O Estado de direito, tão defendido em palavras pela burguesia para se contrapor a qualquer mobilização das massas, só existe na medida em que as próprias instituições do Estado respeitem um regime jurídico democrático. O que, evidentemente, não é o caso. Em segundo lugar, democracia pressupõe que os cidadãos controlem as instituições do Estado. Verificamos que não apenas os cidadãos não controlam o Estado como este, controlado pela burguesia, exerce uma repressão gigantesca contra eles. O WikiLeaks informou através de sua página oficial na internet que novos documentos com este caráter serão divulgados durante esta semana. Todos aqueles que lutam contra a burguesia ou, de alguma forma se colocam contra a tirania desta classe, devem estar atentos a estas novas revelações. É preciso divulgá-las o mais amplamente possível e debater as questões envolvidas para desmascarar esta verdadeira máquina de guerra montada contra os povos do mundo para que um pequeno punhado de banqueiros e grandes capitalistas possam lucrar à custa do sofrimento e da miséria de bilhões de pessoas.
Assinar:
Postagens (Atom)