Total de visualizações de página

terça-feira, 25 de outubro de 2011


Carta de indignação da filha de Prestes ao PCdoB pelo uso indevido da imagem de seus pais
Publicada no site: diarioliberdade.org  
Diário Liberdade - De Anita Leocádia Prestes - Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2011.


Ao Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza e minha indignação com a utilização indébita da imagem dos meus pais, Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, em Programa Eleitoral desse partido, transmitido pela TV na noite de ontem, dia 20 de outubro de 2011.
211011_prestes

Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente, seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de 1979 e o regresso de Luiz Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de traição da classe operária. Bastando consultar a imprensa dos anos 1980 para comprovar esta afirmação.

Por respeito à memória de Prestes e de Olga, o PCdoB deveria deixar de utilizar-se do inegável prestígio desses dois revolucionários comunistas junto a amplos setores do nosso povo, numa tentativa deplorável de impedir o desgaste, junto a opinião pública, de dirigentes desse partido acusados de possível envolvimento em atos de corrupção.
Atenciosamente,

Anita Leocádia Prestes

Capoeira Patrimonio Cultural Brasileiro - TV UFBA 1/3

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Não à pedofilia

A entrevista abaixo foi retirada do jornal Estadão (online).
Como acompanho o futebol nas categorias de base, por conta da profissão (professor de Educação Física) e também por ter filhos, alunos e ex alunos jogando em equipes de futebol de base, é importante reforçar a denúncia do ex jogador de futebol Neto.

'Autoridades devem olhar mais o assédio no futebol', diz Neto
Ex-jogador fala ao 'Direto da Fonte' sobre Copa do Mundo no Brasil, política e pedofilia
24 de outubro de 2011
DÉBORA BERGAMASCO - O Estado de S.Paulo

...
Se fosse, já teria até bandeira para levantar: "Muita gente usa o poder como diretor, como técnico para usar do benefício sexual com os meninos (da categoria de base)", revela Neto, sugerindo mais atenção das autoridades para isso. A seguir, trechos da conversa.
...
Por que decidiu fazer a cirurgia de redução de estômago?
Tentei de tudo, tomei até umas bolinhas fortes. Mas engordava tudo de novo. Quando parei de jogar, ganhei mais peso. Tenho 1,74 de altura e pesava 110 quilos. Já eliminei 27.

O que mudou na sua vida depois da operação?
Tudo. Sou mais disposto, brinco com meus filhos, jogo bola no master do Corinthians e meu desempenho sexual e a artrose nos tornozelos também melhoraram. Depois de cinco anos só usando roupa preta e larga, hoje visto calça jeans. Fui a uma festa e coloquei smoking, coisa que não fazia. Como as mesmas coisas, só que em quantidades pequenas.
Enquanto era jogador já sofria com sobrepeso. Já pegavam muito no seu pé.
Ainda pegam no meu pé. Hoje me veem magro e perguntam: "Pô, por que você não era assim quando jogava?". Falo: "Não era assim porque eu não queria, ué". As pessoas estão acostumadas a te cobrar pelo que acham que você deve ser.

Mas o excesso de peso não atrapalhava o rendimento?
Ah, atrapalhava. Se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, teria disputado três Copas do Mundo e nunca fui a nenhuma. Não bebo há 11 anos, não fumo há quase oito.
...
Recomendaria uma cirurgia de redução de estômago para o Ronaldo?
O jogador profissional é sempre privado de comer, beber, dormir tarde. Ele tem que pensar na saúde. Ponto. Se eu fosse o Ronaldo, eu faria. Mas ele acabou de parar, deixa o cara ficar de férias.

Nesses anos de futebol, presenciou consumo de drogas?
Muito. Vi muita maconha, cocaína, glucoenergan (composto polivitamínico) na veia. Sem falar na bebida, né? Tenho uma história bonita, a do Alceu. Jogamos na Seleção Brasileira, no Guarani e moramos juntos. Ele sempre gostou de fumar maconha. Eu até já fumei uma vez, quando tinha 17 anos, e nunca mais. Aí as vidas tomaram rumos diferentes e fiquei uns 18 anos sem vê-lo. Soube então que ele viveu durante 11 anos viciado em crack, mas que agora tinha se recuperado. Liguei na hora para ele. Choramos. Há cinco anos ele não usa mais drogas e virou coordenador da fazenda de reabilitação de viciados em Florianópolis. Perguntei qual era o seu maior sonho e ele disse que era voltar a estudar. Hoje pago a faculdade de psicologia. Ele é o melhor aluno, me manda boletim e frequência. O problema é que a maioria dos ex-jogadores não estudou, muitos não souberam aplicar o dinheiro, e quase todos se separaram. Os clubes do futebol brasileiro não orientam os seus funcionários para essas questões, nem sobre as drogas.

Mas tem psicólogos nos Centros de Treinamento?
Ah, não acredito nisso, não. Eu acho que deveria ser uma coisa mais efetiva desde a categoria de base. Vamos citar o Jobson (que assumiu ser viciado em crack). Jogava no Brasiliense, ficou famoso no Botafogo, e ninguém ajudou o moleque? E a Fifa ainda quer afastá-lo do futebol por um ano? Em vez de colocá-lo numa clínica, reabilitá-lo, fazê-lo voltar para o futebol e servir como exemplo, os caras querem acabar com a vida dele tirando o seu emprego.

E a homossexualidade é comum no futebol?
Nas divisões de base sempre teve. E tem até hoje.

Como assim, na base? O jogador deixa de ser gay quando sobe para o profissional?
Não, não falei que os jogadores são homossexuais. O que eu disse é que muita gente usa o poder como diretor, como técnico, como outras coisas, para usar do benefício sexual com os meninos. Foi isso o que eu disse.

Existe isso no Brasil?
Muito.

No Estado de São Paulo?
No Brasil inteiro. Existe bastante. É que essas coisas não são divulgadas, mas quando eu trabalhei como gerente de futebol e quando fui jogador, a gente sabia disso. É velado. Para falar a verdade, é uma coisa muito séria, que o ministro dos Esportes e as autoridades deveriam olhar mais.

Mas as pessoas sabem disso?
Sabem sim, ué. Vou até te explicar: esses meninos, quando chegam nas categorias de base, deveriam ter escola, psicólogo, deveriam aprender sobre esse tipo de coisa, serem orientados mesmo.

Como seria esse assédio sexual? Seria do tipo...
Do tipo, não. Do poder que o cara tem e do menino que chega lá do cafundó do Judas e vem fazer teste em um determinado time. E, muitas vezes, tem que fazer esse tipo de coisa.

Tem que transar com o chefe?
Opa. É isso aí.

Você já foi assediado sexualmente?
Eu não, eu tinha cara de bravo. E com 15 anos já era titular do Guarani. Comecei na base com 11 anos, mas meu pai estava sempre comigo, isso faz toda diferença. As pessoas pegam sempre os meninos desprotegidos, que às vezes não têm dinheiro para comprar um lanche, uma bala. Isso é uma coisa que os dirigentes dos clubes deveriam perceber e fazer uma coisa legal. E não tem problema você ser homossexual, hétero ou bi. O problema é você usufruir de seu poder para ter vantagens sexuais.

Na época, aconteceu com algum amiguinho seu?
Ah, se eu tô falando isso é porque já, né? Mas eu não vou falar.

Por que jogador não assume publicamente ser gay?
Ah, tem um preconceito grande, o cara pode ter medo de perder o emprego, são muitas questões para compreender. Você vê aí o que o coitado do Richarlyson passa. Ninguém sabe se ele é homossexual ou não. Eu mesmo não sei, não o conheço. Mas e o que ele sofre no dia a dia jogando futebol? E o menino é um baita de um jogador extraordinário. Mas será que vale a pena expor a família? Não sei. Eu tenho homossexual na família.

Qual é o parentesco?
Não, não vou falar. E não tem problema, graças a Deus.

Arrepende-se de algo na vida?
A coisa mais horrível que eu fiz foi ter cuspido no rosto do juiz José Aparecido de Oliveira, em 1991. Foi feio demais da conta. No dia seguinte eu queria sumir, desaparecer, não queria ser eu mesmo. Senti vergonha da minha família. As pessoas que te amam, te perdoam. Fui massacrado. E foi merecido. Mas sou tão sortudo que, no mesmo ano, o santo papa veio para o Brasil e anistiou todos os pequenos pecadores. Eu pedi perdão para o José Aparecido ele me perdoou. Depois até o entrevistei. Mas eu não queria que minha filha Luísa soubesse disso na escola. Então cheguei para ela e falei: "O papai cuspiu no rosto do juiz, o papai foi muito sujo e nunca mais fez isso".

Em seu primeiro casamento, você e sua mulher tentaram gravidez por inseminação artificial. Foi com o mesmo médico do Pelé, o Roger Abdelmassih, condenado por assediar pacientes?
Não, não, foi em Campinas. Deus me livre. Olha isso: um dia eu estava deitado no sofá, olhando uma foto minha na parede de quando eu fui campeão pelo Corinthians em 1990. Pensei: "Caramba, conheço aquele cara". Aí levantei, olhei bem e... "Caralho, é aquele fdp daquele doutor!" Ele estava bem do meu lado. Tirei o quadro na hora. E joguei fora.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Escândalo: Mais um triste exemplo do submundo do futebol de base

Veio a tona na última terça-feira, dia 19 de outubro, com a demissão do técnico Sérgio Guedes (Ponte Preta, Grêmio) e seu auxiliar técnico Evair (Guarani, Palmeiras, Seleção Brasileira), dois grandes ex-jogadores do passado e atuais membros da comissão técnica da equipe de futebol de Americana, que realizavam excelente campanha na série B do Campeonato Brasileiro um grave escândalo, infelizmente muito comum no meio futebolístico, principalmente no futebol de base, ou seja, nas categorias de formação de atletas infantis, juniores e juvenis.
A boa campanha na qual é o quarto colocado e está no grupo de acesso para a primeira divisão do Brasileiro, não foi o bastante para manter o técnico Sérgio Guedes no comando da equipe de Americana que disputou 14 jogos, venceu sete, empatou cinco e perdeu apenas duas partidas não bastou para segurar o técnico Sérgio Guedes no banco do Americana.
Os motivos da demissão variam, dependendo de quem fala sobre a situação.
Em comunicado oficial, a diretoria do clube põe a culpa nos resultados recentes, três empates e uma derrota, para justificar a decisão.
No entanto a comissão técnica tem outra versão: a demissão seria pelo fato de Guedes ter se recusado a relacionar o meia Fran para o jogo contra o Goiás, terça-feira, em Goiânia.
O jogador que foi formado nas categorias de base do Corinthians é filho do vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Francisco Papaiordanou Júnior, que também foi diretor do clube do Parque São Jorge durante a conturbada gestão de Alberto Dualib.
De acordo com as palavras do auxiliar técnico Evair, postadas em seu Twitter:"Fomos demitidos do Americana pq o dono do time, Sony, queria que escalássemos o atleta e não aceitamos essa ingerência". "Assim é o futebol. Profissionalismo e honestidade não valem de nada quando certos interesses querem se sobrepor", acrescentou Evair.
Papaiordanou negou qualquer tipo de pressão para que seu filho fosse escalado.
Segundo Sérgio Guedes: "Não pediam que ele começasse na equipe, mas que fosse levado como opção. O pai dele quer que ele vire jogador e não entende que queremos ajudar", "Mas eu preciso avaliar o critério técnico", completou.
A nota apresentada pela direção da equipe do interior que oficializou a saída de Guedes não cita as acusações da comissão técnica.
Além desta situação explicitada pelos dois grandes ex jogadores e atuais treinadores de futebol, a família Papaiordanou é muito conhecida no meio do futebol de base, principalmente entre pessoas que já acompanharam o futebol de base do Corinthians, tão conhecida e falada em vários campos de futebol de base de São Paulo, que dizem que o jogador Fran, só se mantinha no Futebol porquê o Papaiordenou, referência a atuação do Sr. Francisco Papaiordanou Júnior nos meandros das categorias de base dos times pelos quais seu filho passou. No entanto, dessa vez as pressões atingiram pessoas de renome no futebol e não técnicos de categorias de base, que por medo de perder o emprego ou perder o din din distribuído pelo atual segundo homem mais forte do futebol paulista, sempre cederam ou foram corrompidos pela oferta.
Este escândalo, que ainda bem está acontecendo, serve para ilustrar as várias mazelas que acontecem no futebol de base brasileiro, onde muitos, talvez milhares de jovens talentos jamais puderam chegar onde seus sonhos almejavam, pois não tinham um Papaiordenou, ou empresários por detrás de seu projeto de carreira e fazem parte hoje de um mundaréu de frustrados do futebol brasileiro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011


Treinos Intervalados, eficazes na luta contra a balança.

Pesquisas recentes realizadas por algumas universidades de diferentes países, concluíram que as longas horas ou dezenas de minutos realizando exercícios de longa duração e intensidade moderada, queimam bem menos calorias do que as atividades físicas com treinos intervalados.
Os treinos intervalados são exercícios que combinam exercícios realizados por alguns segundos em alta intensidade, próximo do limite da pessoa, um pique, um tiro de velocidade, por exemplo, e um exercício moderado ou lento, realizado, em média, pelo dobro do tempo em que fez a atividade de alta intensidade. Exemplificando, se a pessoa realiza um tiro de velocidade por 20 segundos ela deverá no período de recuperação realizar um trote por no mínimo 40 segundos. Deve-se realizar algumas repetições de cada série, sempre intercalando.
As Universidades de Auckland, na Nova Zelândia, a Universidade de South Wales, na Austrália, realizaram pesquisas semelhantes, utilizando como colaboradores adolescentes e mulheres. Nas pesquisas foram comparados grupos com diferentes tipos de exercício, onde um dos grupos realizou por um determinado período, exercícios moderados de longa duração (mais de 40 minutos)e o outro grupo realizava exercícios intervalados(por no máximo 20 minutos), os resultados das pesquisas foram unânimes em suas respostas, os grupos que mais perderam peso foram os dos exercícios intervalados.
No entanto, essas pesquisas (não era o objetivo delas) não pesquisaram a saúde cardíaca dessas pessoas. Os exercícios de longa duração e intensidade moderada(aeróbicos), como as caminhadas,  sempre foram indicados para pessoas que necessitam melhorar a saúde cárdio – vascular, como forma de controlar diabetes, melhorar a pressão arterial. Outras pesquisas precisam esclarecer esses casos, por enquanto, o mais indicado são os exercícios aeróbicos.
Para iniciar a prática de atividades físicas nunca deixe de realizar àquela velha orientação, sempre procure o seu médico para uma avaliação antes de iniciar a prática destes exercícios.

domingo, 16 de outubro de 2011


Uso de serviços médicos com fins militares

Caros colegas, estou postando na íntegra texto do Médico Dráuzio Varella, publicado na edição do jornal Folha de São Paulo do último dia 08/09/2011. Com a intenção modesta de denunciar também os abusos a que podem chegar os donos do poder norte americanos, que se utilizaram de uma fraude de saúde pública contra milhares de paquistaneses para chegar ao seu ex aliado Bin laden. É repugnante.

O DNA de Bin Laden


Neste sábado, caro leitor, vou contar uma história que parece mentira. De início, deixo claro que dela tomei conhecimento através de duas fontes dignas de crédito: a revista "Science", publicação oficial da Academia Americana de Ciências, e o jornal inglês "The Guardian".
Obstinadamente empenhada na caça a Bin Laden, a U.S. Central Intelligence Agency (CIA) elaborou um plano que nada fica a dever à melhor ficção científica.
A agência havia recolhido indícios de que o homem mais procurado do mundo viveria pacatamente com os familiares em determinada área da cidade de Abbottabad, no Paquistão, mas desconhecia o local exato, informação necessária para que o grupo de elite, conhecido como Seals, montasse a estratégia para o ataque final.
Segundo o "Guardian", para executar o plano, os agentes da CIA contaram com a ajuda de um colaborador paquistanês, o médico Shakil Afridi, funcionário graduado do serviço público, hoje preso em seu país por haver se mancomunado com agentes estrangeiros no complô descrito a seguir.
Em março deste ano, com a colaboração do doutor Afridi, técnicos de saúde anunciaram uma campanha de vacinação gratuita contra a hepatite B. Para disfarçar o verdadeiro objetivo da empreitada, o programa foi iniciado num dos subúrbios mais pobres de Abbottabad.
Depois de administrar a primeira dose da vacina para os habitantes daquela área suburbana, os técnicos transferiram os equipamentos para uma clínica situada em outro bairro da cidade, justamente nas vizinhanças do local em que supunham encontrar Bin Laden.
A intenção não era simplesmente bisbilhotar as casas em busca daquela em que morava o homem procurado. O plano era mais complexo.
O que os agentes americanos pretendiam era que as enfermeiras encarregadas de aplicar a vacina em seguida colhessem amostras de sangue das crianças. De posse delas, seria feita a separação do DNA para compará-lo com aquele obtido de uma das irmãs de Bin Laden, morta na cidade americana de Boston, em 2010.
Dessa forma, esperavam identificar o DNA de um dos filhos do inimigo para chegar com certeza ao endereço do pai.
É provável que o complô tenha tido êxito, porque as enfermeiras encarregadas de administrar a vacina nos domicílios e colher sangue das crianças obtiveram permissão para entrar na área dos empregados que trabalhavam na residência do homem-alvo.
A esta altura, leitor cético, você estará imaginando que a "Science" e o "Guardian" aceitaram como verdade uma versão fantasiosa, simplesmente porque os seres humanos são dotados de uma boa vontade incrível para acreditar em complôs. Em especial, quando envolvem serviços secretos como a CIA, terrorismo internacional e países exóticos.
Está enganado; o próprio governo americano confirmou os fatos através de um comunicado à imprensa: "A campanha de vacinação foi parte de uma caçada ao maior terrorista do mundo, nada além disso. Foi uma vacinação verdadeira conduzida por profissionais da área médica. Esse tipo de ação não é realizado pela CIA todos os dias".
A Organização Mundial da Saúde, a Unicef, a Cruz Vermelha Internacional e os Médicos sem Fronteiras protestaram veementemente contra o uso de serviços médicos para uma população necessitada com finalidades militares.
No Paquistão, morrem de doenças que seriam prevenidas por vacinação 150 mil crianças por ano. A suspeição e a desconfiança dos paquistaneses em relação aos países ocidentais agravam o problema.
Em 2007, clérigos extremistas muçulmanos lançaram rumores de que as vacinas contra a poliomielite oferecidas à população tinham o propósito de disseminar a Aids e esterilizar meninas muçulmanas. Como resultado, 24 mil famílias se recusaram a vacinar os filhos, e algumas clínicas foram depredadas.
As organizações citadas estão trabalhando com os governos locais para reforçar entre os habitantes a importância e a segurança da imunização.
Sophie Delawney, diretora-executiva dos Médicos sem Fronteiras, resume o que penso a respeito desses acontecimentos: "Existem regras que devem ser obedecidas mesmo durante as guerras. A ética médica é universal".

Uma Nova “Santa Inquisição”, brasileira, no século XXI

No último dia 24 de Setembro foi anunciado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, uma nova resolução que autoriza a realização de julgamentos virtuais. Uma das alegações para tal medida é agilizar os cerca de 550 mil recursos que aguardam julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo e também que os votos e as decisões continuariam a ser publicados no Diário Oficial.
Atualmente o julgamento é realizado por três desembargadores que se reúnem em uma sessão pública, onde ocorre todo debate e somente após os esclarecimentos  apresentam seus votos. Após a contagem dos votos a decisão é publicada.
A resolução apresentada fere frontalmente a Constituição Brasileira, que obriga os julgamentos públicos.
A medida apresentada relembra o passado ditatorial no país onde os julgamentos eram sigilosos, o que fere princípios democráticos, como a questão da transparência, que hoje em dia já é muito contestada, o que dirá com as decisões acontecendo a quatro paredes, ou ainda os processos impostos pela Inquisição Romana ou a Espanhola que com frei Tomás de Torquemada que tinha a conivência da Coroa Espanhola, mandou assassinar 114.400 pessoas em nome de Deus, convertendo a Inquisição Espanhola no instrumento mais cruel de todo o continente europeu durante o século XV.
Como visto tal medida impõe um enorme retrocesso e se vista de conjunto faz parte de toda uma ação política dos setores dominantes conservadores que visam impor políticas reacionárias para se defender de uma possível crise revolucionária que se avizinha no mundo todo com a crise econômica capitalista.

domingo, 9 de outubro de 2011


Copa 2014, mais um capítulo das grandes negociatas.

Como já foi denunciado por personalidades e organizações do meio jornalístico e político, entre os quais Andrew Jennings, autor do livro denuncia contra os altos dirigentes da FIFA e o ex jogador e atual deputado federal Romário, além do Jornal Causa Operária online entre outros veículos de comunicação, a Copa no Brasil, não será para os brasileiros.
Nos últimos dias, foi apresentado mais um brutal ataque contra os direitos do povo brasileiro e da classe trabalhadora em especial com a FIFA anunciando que irá vetar a meia-entrada para estudantes e idosos nos Jogos do Mundial de 2014. Alegando um prejuízo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões), a entidade internacional avisou o governo brasileiro que não vai arcar com o prejuízo. O preço total do ingresso é uma polêmica que tende a crescer com a proximidade da Copa. Na média, os ingressos nos últimos dois Mundiais custaram cerca de US$ 135(cerca de R$ 240,00*) o valor no Brasil poderia chegar a uma média de US$ 70, (cerca de R$ 125,00 em valores de 09/10/2011*) com a meia-entrada.
Neste ponto cabe a pergunta, prejuízo para quem?
Será que é para a família Warner?
Esclarecendo, a família Warner aqui citada é a família de Jack Warner, ex-vice-presidente da FIFA, que foi denunciado por inúmeros órgãos de imprensa europeus e outros e mais recentemente pelo livro: Jogo Sujo de Andrew Jennings, pela utilização de seu cargo em benefício de uma empresa, a Simpaul, que compra e vende milhares de ingressos para a Copa do Mundo, que é dirigida por Daryan Warner seu filho. O gravíssimo caso de corrupção está muito bem explicitado no livro apresentado acima.
Voltando para o caso brasileiro, quem quer passar por cima, inclusive das leis em vigor no Brasil para impor o fim da meia-entrada, não sabemos, mas temos certeza de uma coisa são mega interesses de grandes empresários envolvidos com a Copa.

Uma pequena coincidência no jogo de interesses
A meia-entrada que hoje é lei federal, inclusive com a aprovação do chamado Estatuto da Juventude pelo Congresso Nacional, não é uma dádiva dos poderosos ou dos políticos de plantão nos diversos poderes da federação, mas sim fruto da luta da juventude operária e estudantil ao longo dos anos, lutas de fato, nas ruas, nas manifestações pelo direito de meia entrada e do passe livre nos transportes coletivos. Luta que foi usurpada pelos interesses de dirigentes da UNE(União Nacional dos Estudantes), como o atual ministro dos Esportes e ex-presidente da UNE, Orlando Silva(PC do B). Na época em que foi presidente da entidade estudantil nacional; à qual seu partido, o Partido “Capitalista”, ops, digo, Partido Comunista do Brasil, dirige há décadas a UNE, servindo aos interesses das empresas do Ensino privado no Brasil; estes venais vestidos de “comunistas” legalizaram a carteira de estudante durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que dava direito a meia-entrada para espetáculos em geral, no território nacional. O que muita gente não sabe, é que a contrapartida da “concessão” foi o sufocamento e silenciamento do movimento estudantil brasileiro, que entre outras grandes lutas, exigiu o “FORA COLLOR”, ao mesmo tempo em que tinha o monopólio das carteiras estudantis Orlando Silva e companhia faziam a UNE virar um grande balcão de negócios. Enquanto seus dirigentes enriqueciam o ensino público degringolava no Brasil, juntamente com o amordaçamento das lutas dos estudantes (essa era a contra partida que interessava ao governo FHC), que eram desorientados pela conduta política da UNE, durante todos estes anos de 1995 a 2011, o número de instituições particulares de ensino foi à estratosfera juntamente com  ensino à distância, enquanto o ensino público em todos os níveis foi caindo num poço sem fundo, sem verbas condizentes com a necessidade, com a superlotação das salas de aula, com um ensino cada vez mais precário, onde milhares de professores trabalham mais de 10 horas por dia e não podem seguir o que a profissão requer, seja por questões salariais ou pela alta carga horária; Professor é profissão de quem estuda.
Enquanto a educação era destruída, a corrupção nas entidades estudantis e sindicais somente cresceu no Brasil.
Em uma de suas últimas declarações, Orlando Silva, declarou:
"Não seria conveniente suspender o direito de uma parcela da população, que é a população idosa. Não existe nenhuma garantia assinada com o Brasil junto a Fifa, que estabeleça que teria que ser suspensa essa legislação." (Site: IG em 03/10/2011)
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) apoiando a política de ataque aos interesses da população brasileira, afirmou nesta quinta-feira que foi um erro abrir a possibilidade de a meia-entrada ser tratada por uma lei federal.
Isso mostra que no atual balcão de negócios do Ministro dos Esportes e do governo, os estudantes  e a sua conquista, a meia-entrada, não entram nas atuais contas, ou melhor, entram nas contas a favor dos interesses empresariais da FIFA, ou seja, nada de meia entrada para os estudantes na Copa do Mundo.

Bom, quando o assunto é dinheiro, muito dinheiro, pode.
 Juntamente com este escândalo, outro caminha junto, a FIFA quer impor o fim da restrição ao uso de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros.
 Neste ponto cabe novamente a pergunta, prejuízo para quem?
As grandes marcas associadas à FIFA são entre outras secundárias, as seguintes:
Coca-Cola, McDonald’s, Hyundai, Sony, Visa, Adidas, Emirates e Budweiser, ou Brahma para o mercado brasileiro. Aí está a resposta. As pressões da FIFA ao governo brasileiro puderam ser vistas durante participação de Orlando Silva Júnior,  no programa Arena Sportv, no último mês de setembro.
O assunto é um dos pontos polêmicos envolvendo o Mundial de 2014. Em todas as Copas do Mundo, a venda de cerveja é liberada nos estádios, principalmente por conta do patrocínio da Inbev, dona da Budweiser.
O ministro tentou justificar a atual proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros como uma determinação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“O regulamento de competição da CBF é quem restringe. Isso é da CBF, a partir de um diálogo com o Ministério Público, e se tornou uma regra que vale para o Brasil”, disse Silva Júnior.
A proibição, no entanto, também consta no Estatuto do Torcedor, uma das leis federais que a Fifa pediu para que fosse suspensa durante o Mundial. O texto diz que é condição “de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo (...) não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”
Bem, como vimos quando o assunto é atender aos interesses dos grandes empresários, eles farão de tudo, para que os primeiros consigam. O povo, ah, este vem em 2º, 3º, 4º ...lugares.
Em contrapartida, para fazer os governos se lembrarem dos trabalhadores, do povo, nada que uma boa greve, como a dos trabalhadores dos Correios, não os faça mudar de idéia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011