Total de visualizações de página
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
ALUNO RECLAMA DE SEU PROF DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O quê os que se reivindicam professores de Educação Física nunca devem fazer!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Kassab pratica mais um grande crime contra o povo
A prefeitura de São Paulo está praticando um crime contra o patrimônio público, Gilberto kassab desapropriou e demoliu dois edifícios residenciais de grande dimensão no centro da cidade, entre eles o São Vito, onde gastou quase vinte milhões de reais, em valores de 2010, para subtrair 738 unidades habitacionais e 28 mil metros quadrados de área construída no centro da cidade.
Ao invés de reabilitar edifícios residenciais já construídos no centro, próximo ao emprego, optou-se por destruí-los a um custo proibitivo. O terreno resultante desta operação, com cerca de2,5 mil metros quadrados, custou para os cofres municipais, ou seja, para o contribuinte paulistano, quase oito mil reais o metro quadrado, um dos mais caros da cidade, embora esteja numa região desvalorizada.
O governo municipal confirmou nesta quinta-feira (22/12) a sua atitude fascista, assinou o documento que dá permissão de uso de um terreno público de 7 mil m² ao Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP). A área localizada no Parque Dom Pedro II, Centro, onde antigamente ficava situado o Edifício São Vito. A medida do governo faz parte do chamado projeto de “revitalização” da região que foi anunciado em maio deste ano.
Para “justificar” as centenas de despejados com as desapropriações que se iniciaram em 2004 e os 20 milhões com a demolição, deixando na rua, embaixo de viadutos centenas de famílias sem moradia, onde com muito menor investimento se poderia retirar todas essas pessoas do sofrimento, enquanto um punhado de mega empresários vai lucrar muito no centro de São Paulo, o governo nazi, digo kassab, entrega agora de mãos beijadas para o Serviço Social do Comércio, o Sesc, grande instituição do empresariado, uma área que terá 24 mil m² e abrigará restaurante, café, salas multiuso, biblioteca, ginásio poliesportivo, teatro, áreas de recreação infantil, piscinas, além de outros espaços.
Enquanto escrevia esta denuncia, outro crime estava sendo cometido, o incêndio da favela do Moinho, onde moravam mais de 600 famílias, na região dos campos Elíseos, também centro da capital paulista, que assim como outras dezenas de incêndios em favelas da capital, há evidências de incêndio criminoso, para beneficiar poderosos, que nada devem para personagens históricos como Adolph Hitler.
Abaixo, republico parte da matéria denunciativa (em itálico) do site http://correiodopovo-al.com.br/v3/?p=5561
...Disputa da área da favela
A área onde está a favela do Moinho vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.
A favela surgiu há cerca de 30 anos, quando um grupo de moradores ocupou uma área da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). A empresa foi extinta em 2007 e todos os seus bens repassados à União. Antes, em 1999, o terreno foi leiloado a Mottarone Serviços de Supervisão, Montagens e Comércio Ltda. para saldar as dívidas tributárias da RFFSA.
O incêndio
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a se espalhar pela favela por volta de 10h dessa quinta (22) e atingiu o prédio abandonado. A prefeitura contabilizou mais de 300 barracos destruídos. Duas pessoas morreram carbonizada.
Ao todo, 35 veículos e 70 homens dos bombeiros foram enviados para combater as chamas. Duas pessoas se jogaram do prédio e ficaram feridas e uma ficou intoxicada por causa da fumaça. Além disso, um bombeiro ficou ferido durante o resgate, porque foi atingido na cabeça por uma televisão. Ele está em estado grave com fratura no crânio.
Segundo Kassab, que visitou o local, as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela, durante uma briga com o marido. Revoltada, ela teria queimado o barraco onde morava. Um inquérito, no entanto, será aberto para apurar as causas do incêndio.
Destino das famílias
Kassab, que foi recebido com protesto de moradores, disse que as famílias do local já estavam cadastradas em programas sociais da prefeitura e agora serão encaminhadas para abrigos e se não houver abrigos suficientes, afirmou ele, a prefeitura vai construir mais unidades.
A prefeitura disse posteriormente, em nota, que “todas as famílias que tiveram seus barracos atingidos pelo incêndio serão incluídas em programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab)”. Os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria - Geral da Presidência) visitaram o local e ofereceram ajuda federal.
Parte das famílias procurou abrigo em casas de amigos e parentes. Outras foram alojadas provisoriamente no Clube Raul Tabajara, na Barra Funda.
O presidente da associação de moradores, porém, disse que não foi apresentada nenhuma garantia sobre o destino das famílias. “Ninguém deu certeza de nada. Estamos esperando uma decisão mais adequada. Vamos ver que eles podem oferecer”, disse.
Antes de terminar esta matéria, é necessário chamar a atenção para a declaração do prefeito, que para se furtar a qualquer investigação séria, de pronto denunciou uma das vítimas:“as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela”. De acordo com informações do blog nogueirajr.blogspot.com, em 2009 a cidade teve 122 incêndios à favelas, em 2010 até o mês de agosto chegou a 123, não consegui dados referentes a este ano, mas com os dados anteriores é possível verificar um aumento de mais de 40% , sendo inúmeras as denúncias de fatos criminosos para obrigar os moradores a deixarem as favelas, assim como ocorreu na Moinho, onde a própria prefeitura tentava através da justiça despejar os moradores. Será que queriam despejar para beneficiar algum empresário, que irá abrir um grande negócio assim como fizeram os magnatas do Sesc?
Ao invés de reabilitar edifícios residenciais já construídos no centro, próximo ao emprego, optou-se por destruí-los a um custo proibitivo. O terreno resultante desta operação, com cerca de2,5 mil metros quadrados, custou para os cofres municipais, ou seja, para o contribuinte paulistano, quase oito mil reais o metro quadrado, um dos mais caros da cidade, embora esteja numa região desvalorizada.
O governo municipal confirmou nesta quinta-feira (22/12) a sua atitude fascista, assinou o documento que dá permissão de uso de um terreno público de 7 mil m² ao Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP). A área localizada no Parque Dom Pedro II, Centro, onde antigamente ficava situado o Edifício São Vito. A medida do governo faz parte do chamado projeto de “revitalização” da região que foi anunciado em maio deste ano.
Para “justificar” as centenas de despejados com as desapropriações que se iniciaram em 2004 e os 20 milhões com a demolição, deixando na rua, embaixo de viadutos centenas de famílias sem moradia, onde com muito menor investimento se poderia retirar todas essas pessoas do sofrimento, enquanto um punhado de mega empresários vai lucrar muito no centro de São Paulo, o governo nazi, digo kassab, entrega agora de mãos beijadas para o Serviço Social do Comércio, o Sesc, grande instituição do empresariado, uma área que terá 24 mil m² e abrigará restaurante, café, salas multiuso, biblioteca, ginásio poliesportivo, teatro, áreas de recreação infantil, piscinas, além de outros espaços.
Enquanto escrevia esta denuncia, outro crime estava sendo cometido, o incêndio da favela do Moinho, onde moravam mais de 600 famílias, na região dos campos Elíseos, também centro da capital paulista, que assim como outras dezenas de incêndios em favelas da capital, há evidências de incêndio criminoso, para beneficiar poderosos, que nada devem para personagens históricos como Adolph Hitler.
Abaixo, republico parte da matéria denunciativa (em itálico) do site http://correiodopovo-al.com.br/v3/?p=5561
...Disputa da área da favela
A área onde está a favela do Moinho vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.
A favela surgiu há cerca de 30 anos, quando um grupo de moradores ocupou uma área da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). A empresa foi extinta em 2007 e todos os seus bens repassados à União. Antes, em 1999, o terreno foi leiloado a Mottarone Serviços de Supervisão, Montagens e Comércio Ltda. para saldar as dívidas tributárias da RFFSA.
O incêndio
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a se espalhar pela favela por volta de 10h dessa quinta (22) e atingiu o prédio abandonado. A prefeitura contabilizou mais de 300 barracos destruídos. Duas pessoas morreram carbonizada.
Ao todo, 35 veículos e 70 homens dos bombeiros foram enviados para combater as chamas. Duas pessoas se jogaram do prédio e ficaram feridas e uma ficou intoxicada por causa da fumaça. Além disso, um bombeiro ficou ferido durante o resgate, porque foi atingido na cabeça por uma televisão. Ele está em estado grave com fratura no crânio.
Segundo Kassab, que visitou o local, as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela, durante uma briga com o marido. Revoltada, ela teria queimado o barraco onde morava. Um inquérito, no entanto, será aberto para apurar as causas do incêndio.
Destino das famílias
Kassab, que foi recebido com protesto de moradores, disse que as famílias do local já estavam cadastradas em programas sociais da prefeitura e agora serão encaminhadas para abrigos e se não houver abrigos suficientes, afirmou ele, a prefeitura vai construir mais unidades.
A prefeitura disse posteriormente, em nota, que “todas as famílias que tiveram seus barracos atingidos pelo incêndio serão incluídas em programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab)”. Os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria - Geral da Presidência) visitaram o local e ofereceram ajuda federal.
Parte das famílias procurou abrigo em casas de amigos e parentes. Outras foram alojadas provisoriamente no Clube Raul Tabajara, na Barra Funda.
O presidente da associação de moradores, porém, disse que não foi apresentada nenhuma garantia sobre o destino das famílias. “Ninguém deu certeza de nada. Estamos esperando uma decisão mais adequada. Vamos ver que eles podem oferecer”, disse.
Antes de terminar esta matéria, é necessário chamar a atenção para a declaração do prefeito, que para se furtar a qualquer investigação séria, de pronto denunciou uma das vítimas:“as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela”. De acordo com informações do blog nogueirajr.blogspot.com, em 2009 a cidade teve 122 incêndios à favelas, em 2010 até o mês de agosto chegou a 123, não consegui dados referentes a este ano, mas com os dados anteriores é possível verificar um aumento de mais de 40% , sendo inúmeras as denúncias de fatos criminosos para obrigar os moradores a deixarem as favelas, assim como ocorreu na Moinho, onde a própria prefeitura tentava através da justiça despejar os moradores. Será que queriam despejar para beneficiar algum empresário, que irá abrir um grande negócio assim como fizeram os magnatas do Sesc?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Vitória: Ex-Pantera Negra fora do corredor da morte
Ex-Pantera Negra se livra de pena de morte nos EUA
Mumia Abu-Jamal estava havia 30 anos no corredor da morte. Pena por assassinato em 1981 foi comutada em prisão perpétua.
O ativista negro Mumia Abu-Jamal,ex-membro do grupo Panteras Negras,não será mais executado,anunciou nesta quarta-feira (7) a Procuradoria da Filadélfia,no estado da Pensilvânia,após 30 anos de batalhas legais.
Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pela morte do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e,após a decisão da Procuradoria,cumprirá agora a pena de prisão perpétua,segundo as leis do estado da Pensilvânia.
Grupos de ativistas e de direitos humanos haviam pedido para que mudassem a pena de morte de Abu-Jamal e uma corte federal de apelações dos EUA ordenou um reexame da condenação,sem mudar o veredicto de culpado pelo assassinato.
Abu-Jamal,de 57 anos,sempre negou ter cometido o crime. O caso se tornou uma causa célebre dos críticos da pena capital.
Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pela morte do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e,após a decisão da Procuradoria,cumprirá agora a pena de prisão perpétua,segundo as leis do estado da Pensilvânia.
Grupos de ativistas e de direitos humanos haviam pedido para que mudassem a pena de morte de Abu-Jamal e uma corte federal de apelações dos EUA ordenou um reexame da condenação,sem mudar o veredicto de culpado pelo assassinato.
Abu-Jamal,de 57 anos,sempre negou ter cometido o crime. O caso se tornou uma causa célebre dos críticos da pena capital.
A luta continua.
O que a Educação Física deve buscar nos dias de hoje?
À pergunta acima, uma das melhores respostas está na análise apresentada na entrevista do caro Professor Marcos Garcia Neira à Revista Nova Escola. Para os que acreditam em uma transformação da educação no país este texto serve para boas reflexões.
Entrevista

Marcos Garcia Neira
Entrevista publicada na Revista Nova Escola - Edição 224 em Agosto de 2009
Considerado um dos principais investigadores dessa tendência, a cultura corporal, o professor Marcos Garcia Neira, da Universidade de São Paulo (USP), defende que a principal função da Educação Física escolar é analisar a diversidade das práticas corporais da sociedade - mesmo as consideradas mais polêmicas, como danças do tipo funk e axé. Amparado por 17 anos de docência na Educação Básica e pela participação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e das Orientações Curriculares do município de São Paulo, Neira discute essa questão provocadora e avalia os principais desafios da disciplina.
Por que a Educação Física mudou tanto nos últimos anos?
MARCOS GARCIA NEIRA - Foi uma mudança que acompanhou uma série de outras transformações. Na sociedade, grupos que não tinham sua voz ouvida ganharam espaço, o que impactou o currículo. A escola, antes voltada apenas para o conhecimento acadêmico ou a inserção no mercado, passou a visar a participação do aluno em todos os setores da vida social, o que mexeu com os objetivos da área. E a própria legislação, que desde a década de 1970 apontava um compromisso com a melhoria da performance física e a descoberta de talentos esportivos, foi substituída em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola.
Na prática, quais foram as principais transformações?
NEIRA - Eu acredito que a Educação Física passou a ser reconhecida como um componente importante para a formação dos alunos. Antes, eram comuns as aulas fora do período regular, as dispensas por motivos médicos ou a substituição por atividades pouco relacionadas com a área, como conselhos de classe, por exemplo. Tudo isso colaborou para construir, na cabeça de alunos e professores, a representação de uma disciplina alheia ao projeto escolar, que servia apenas como recreação ou passatempo e não tinha nenhum objetivo pedagógico. Hoje, essa concepção não é mais dominante.
Qual é o objetivo da Educação Física escolar hoje?
NEIRA - É o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal. Nosso papel é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos, criando esportes, jogos, lutas, ginásticas, brincadeiras e danças, entender as condições que inspiraram essas criações e experimentá-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar.
Como deve ser uma aula ideal?
NEIRA - Certamente não deve ser a do tipo "desce para a quadra, corre, corre, corre, sua, sua, sua e volta para a sala". A Educação Física proposta na escola não pode ser a mesma proposta em outros espaços. Se é apenas para o aluno se divertir, existem lugares para isso - ginásios públicos e centros comunitários, por exemplo. Se é somente para aprender modalidades esportivas, melhor procurar um clube ou uma academia. A escola não serve para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento.
Um exemplo concreto: como abordar o futebol nessa perspectiva?
NEIRA - O trabalho pode começar com a turma experimentando jogar futebol, mas não pode parar por aí. A vivência de qualquer modalidade na escola exige reflexão e adaptação. Propondo uma pesquisa, é possível levar os alunos a conhecer outros tipos de futebol - de campo, de quadra, de areia, feminino -, conhecer quem pratica o esporte hoje, como se jogou no passado e como se pode jogar na escola. É importante que eles saibam, por exemplo, que o esporte já foi praticado sem juiz, que os atletas não tinham números na camisa e que o pênalti era cobrado de outra maneira. Com base nessas informações, voltam à prática já atentos a novas questões: é preciso arbitrar os jogos? Como fazer meninos e meninas participar simultaneamente? E as crianças com deficiência?
Apesar de a disciplina ter se tornado mais reflexiva, as atividades práticas continuam sendo importantes?
NEIRA - É claro. A vivência segue sendo fundamental porque é somente por meio dela que a turma sente a necessidade de fazer adaptações, algo presente em todas as modalidades. Afinal, elas se transformam conforme "conversam" com a sociedade. O voleibol, por exemplo, mudou seu sistema de pontuação principalmente para se adaptar às transmissões de TV. Essa lógica vale para todas as manifestações corporais, mesmo as mais lúdicas. Quando alguém brinca de pega-pega na rua, brinca de certo jeito. Quando vai brincar com 35 crianças na escola, precisa adaptar a atividade para que ela funcione.
Entrevista
Marcos Garcia Neira
Entrevista publicada na Revista Nova Escola - Edição 224 em Agosto de 2009
Considerado um dos principais investigadores dessa tendência, a cultura corporal, o professor Marcos Garcia Neira, da Universidade de São Paulo (USP), defende que a principal função da Educação Física escolar é analisar a diversidade das práticas corporais da sociedade - mesmo as consideradas mais polêmicas, como danças do tipo funk e axé. Amparado por 17 anos de docência na Educação Básica e pela participação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e das Orientações Curriculares do município de São Paulo, Neira discute essa questão provocadora e avalia os principais desafios da disciplina.
Por que a Educação Física mudou tanto nos últimos anos?
MARCOS GARCIA NEIRA - Foi uma mudança que acompanhou uma série de outras transformações. Na sociedade, grupos que não tinham sua voz ouvida ganharam espaço, o que impactou o currículo. A escola, antes voltada apenas para o conhecimento acadêmico ou a inserção no mercado, passou a visar a participação do aluno em todos os setores da vida social, o que mexeu com os objetivos da área. E a própria legislação, que desde a década de 1970 apontava um compromisso com a melhoria da performance física e a descoberta de talentos esportivos, foi substituída em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que propõe que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola.
Na prática, quais foram as principais transformações?
NEIRA - Eu acredito que a Educação Física passou a ser reconhecida como um componente importante para a formação dos alunos. Antes, eram comuns as aulas fora do período regular, as dispensas por motivos médicos ou a substituição por atividades pouco relacionadas com a área, como conselhos de classe, por exemplo. Tudo isso colaborou para construir, na cabeça de alunos e professores, a representação de uma disciplina alheia ao projeto escolar, que servia apenas como recreação ou passatempo e não tinha nenhum objetivo pedagógico. Hoje, essa concepção não é mais dominante.
Qual é o objetivo da Educação Física escolar hoje?
NEIRA - É o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal. Nosso papel é investigar como os grupos sociais se expressam pelos movimentos, criando esportes, jogos, lutas, ginásticas, brincadeiras e danças, entender as condições que inspiraram essas criações e experimentá-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar.
Como deve ser uma aula ideal?
NEIRA - Certamente não deve ser a do tipo "desce para a quadra, corre, corre, corre, sua, sua, sua e volta para a sala". A Educação Física proposta na escola não pode ser a mesma proposta em outros espaços. Se é apenas para o aluno se divertir, existem lugares para isso - ginásios públicos e centros comunitários, por exemplo. Se é somente para aprender modalidades esportivas, melhor procurar um clube ou uma academia. A escola não serve para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento.
Um exemplo concreto: como abordar o futebol nessa perspectiva?
NEIRA - O trabalho pode começar com a turma experimentando jogar futebol, mas não pode parar por aí. A vivência de qualquer modalidade na escola exige reflexão e adaptação. Propondo uma pesquisa, é possível levar os alunos a conhecer outros tipos de futebol - de campo, de quadra, de areia, feminino -, conhecer quem pratica o esporte hoje, como se jogou no passado e como se pode jogar na escola. É importante que eles saibam, por exemplo, que o esporte já foi praticado sem juiz, que os atletas não tinham números na camisa e que o pênalti era cobrado de outra maneira. Com base nessas informações, voltam à prática já atentos a novas questões: é preciso arbitrar os jogos? Como fazer meninos e meninas participar simultaneamente? E as crianças com deficiência?
Apesar de a disciplina ter se tornado mais reflexiva, as atividades práticas continuam sendo importantes?
NEIRA - É claro. A vivência segue sendo fundamental porque é somente por meio dela que a turma sente a necessidade de fazer adaptações, algo presente em todas as modalidades. Afinal, elas se transformam conforme "conversam" com a sociedade. O voleibol, por exemplo, mudou seu sistema de pontuação principalmente para se adaptar às transmissões de TV. Essa lógica vale para todas as manifestações corporais, mesmo as mais lúdicas. Quando alguém brinca de pega-pega na rua, brinca de certo jeito. Quando vai brincar com 35 crianças na escola, precisa adaptar a atividade para que ela funcione.
Campeonatos e festivais esportivos continuam tendo espaço?
NEIRA - Particularmente, acho que montar uma seleção com seis a 12 alunos e deixar 300 sem aula para disputar uma competição é fabricar adversários. Não podemos partir do pressuposto de que um pequeno grupo vai ser privilegiado e participar da atividade enquanto a maioria vai apenas torcer, ou nem isso. Agora, se os educadores consideram a competição algo importante, é possível, sim, organizar eventos, mas de uma perspectiva diferente. Sugiro, por exemplo, combinar de levar uma turma de 5ª série para jogar com a de uma escola próxima, negociar regras, fazer todo mundo participar da experiência e realizar uma avaliação conjunta depois, discutindo o que os jovens acharam da atividade e como melhorá-la numa próxima vez.
Como lidar com crianças que demonstram especial habilidade em alguma modalidade esportiva?
NEIRA - Devemos estimulá-las a prosseguir. Entretanto, o lugar para continuar com o trabalho não pode ser a escola, mas instituições especializadas para a prática esportiva. A escola tem como função ajudar a compreender o mundo e sua cultura. Não há como desenvolver um projeto esportivo se o que se pretende é contemplar todos os alunos.
Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, usam as escolas como base para revelar atletas. Isso pode ser uma alternativa para o Brasil?
NEIRA - O incentivo ao esporte visando a participação em eventos internacionais já foi a política oficial da Educacão Física em nosso país na década de 1970. Não deu certo. Ainda que algumas nações vejam na disciplina uma forma de aprimorar o desenvolvimento motor e físico, esse enfoque competitivo e as atividades de treinamento costumam ocorrer em momentos extra-aula.
Como saber quais esportes, jogos, lutas, danças e brincadeiras devem fazer parte do currículo?
NEIRA - O ponto de partida é sempre o diagnóstico inicial. O interessante é que esse mapeamento do patrimônio cultural corporal da turma - as práticas ligadas ao movimento que os alunos conhecem ou realizam - revela uma realidade mais diversificada do que imaginamos. A garotada brinca de esconde-esconde, conhece skate pela TV, tem algum parente que pratica ioga e conhece malha ou bocha porque os idosos jogam na praça. É possível ainda fazer outros mapeamentos. O professor pode passear pelo bairro observando manifestações corporais e equipamentos esportivos. Há academias ou ruas de caminhada, por exemplo?
Mas é preciso escolher algumas práticas no meio de tanta diversidade. Como fazer isso?
NEIRA - Antes de mais nada, é fundamental ter em mente as finalidades do projeto pedagógico da escola - devemos lembrar que a Educação Física não pode ser uma prática alienada. Além disso, a perspectiva cultural da disciplina considera quatro princípios importantes na definição do currículo. O primeiro é que a matriz de conteúdos deve dialogar com todos os grupos que compõem a sociedade - e trabalhar só com esportes modernos contradiz esse princípio. O segundo é a noção de que o aluno precisa enxergar na sociedade as manifestações que está estudando. O terceiro é entender e respeitar as possibilidades de cada estudante, evitando, por exemplo, as avaliações por performance. E o quarto é o professor repensar constantemente a própria identidade cultural para aperfeiçoar o currículo.
Qual deve ser a postura da escola quando a cultura corporal dos alunos inclui danças como o funk e o axé?
NEIRA - Não devemos fechar os olhos para essas manifestações, pois podem ser danças que os estudantes cultuam fora da escola. Isso não significa que devemos ficar apenas com aquilo que eles conhecem. Se o professor focar só os aspectos superficiais do funk e do axé, ensaiando coreografias, por exemplo, não estará cumprindo seu papel. Por outro lado, um trabalho crítico ajuda as crianças a analisar e interpretar o que são essas danças, contribuindo para que elas conheçam a própria identidade cultural e entendam quem são. A chamada cultura de chegada dos estudantes é um bom ponto de partida para um trabalho em direção a uma cultura mais ampla. A escola deve sempre fazer essa ponte entre o repertório conhecido e o desconhecido.
Como isso funciona na prática?
NEIRA - É preciso transformar o conhecimento dos alunos em objeto de análise e investigação pedagógica. Considero válido, por exemplo, um projeto que aborde o funk e o axé no contexto de outras danças contemporâneas, estudando as letras, entendendo o que está embutido nelas, as práticas interessantes ou desinteressantes que acompanham essas manifestações. Em seguida, é possível convidar dançarinos ou trazer vídeos para apresentar outras danças, ampliando o repertório da turma. É um trabalho multicultural porque considera diversos tipos de prática corporal, mas é um multiculturalismo crítico porque questiona e analisa cada uma delas.
Como desenvolver o senso crítico?
NEIRA - Comparando, indagando e aprofundando conteúdos para que a turma reflita. Depois de pular amarelinha, pense por que existem as "casas" do céu e do inferno. Durante o estudo dos exercícios físicos, reflita por que a academia se transformou numa espécie de espaço sagrado da saúde se as qualidades físicas alcançadas por lá também são obtidas, de graça, no parque. Uma Educação Física que trabalha apenas com o movimento não constrói esse senso crítico.
NEIRA - Particularmente, acho que montar uma seleção com seis a 12 alunos e deixar 300 sem aula para disputar uma competição é fabricar adversários. Não podemos partir do pressuposto de que um pequeno grupo vai ser privilegiado e participar da atividade enquanto a maioria vai apenas torcer, ou nem isso. Agora, se os educadores consideram a competição algo importante, é possível, sim, organizar eventos, mas de uma perspectiva diferente. Sugiro, por exemplo, combinar de levar uma turma de 5ª série para jogar com a de uma escola próxima, negociar regras, fazer todo mundo participar da experiência e realizar uma avaliação conjunta depois, discutindo o que os jovens acharam da atividade e como melhorá-la numa próxima vez.
Como lidar com crianças que demonstram especial habilidade em alguma modalidade esportiva?
NEIRA - Devemos estimulá-las a prosseguir. Entretanto, o lugar para continuar com o trabalho não pode ser a escola, mas instituições especializadas para a prática esportiva. A escola tem como função ajudar a compreender o mundo e sua cultura. Não há como desenvolver um projeto esportivo se o que se pretende é contemplar todos os alunos.
Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, usam as escolas como base para revelar atletas. Isso pode ser uma alternativa para o Brasil?
NEIRA - O incentivo ao esporte visando a participação em eventos internacionais já foi a política oficial da Educacão Física em nosso país na década de 1970. Não deu certo. Ainda que algumas nações vejam na disciplina uma forma de aprimorar o desenvolvimento motor e físico, esse enfoque competitivo e as atividades de treinamento costumam ocorrer em momentos extra-aula.
Como saber quais esportes, jogos, lutas, danças e brincadeiras devem fazer parte do currículo?
NEIRA - O ponto de partida é sempre o diagnóstico inicial. O interessante é que esse mapeamento do patrimônio cultural corporal da turma - as práticas ligadas ao movimento que os alunos conhecem ou realizam - revela uma realidade mais diversificada do que imaginamos. A garotada brinca de esconde-esconde, conhece skate pela TV, tem algum parente que pratica ioga e conhece malha ou bocha porque os idosos jogam na praça. É possível ainda fazer outros mapeamentos. O professor pode passear pelo bairro observando manifestações corporais e equipamentos esportivos. Há academias ou ruas de caminhada, por exemplo?
Mas é preciso escolher algumas práticas no meio de tanta diversidade. Como fazer isso?
NEIRA - Antes de mais nada, é fundamental ter em mente as finalidades do projeto pedagógico da escola - devemos lembrar que a Educação Física não pode ser uma prática alienada. Além disso, a perspectiva cultural da disciplina considera quatro princípios importantes na definição do currículo. O primeiro é que a matriz de conteúdos deve dialogar com todos os grupos que compõem a sociedade - e trabalhar só com esportes modernos contradiz esse princípio. O segundo é a noção de que o aluno precisa enxergar na sociedade as manifestações que está estudando. O terceiro é entender e respeitar as possibilidades de cada estudante, evitando, por exemplo, as avaliações por performance. E o quarto é o professor repensar constantemente a própria identidade cultural para aperfeiçoar o currículo.
Qual deve ser a postura da escola quando a cultura corporal dos alunos inclui danças como o funk e o axé?
NEIRA - Não devemos fechar os olhos para essas manifestações, pois podem ser danças que os estudantes cultuam fora da escola. Isso não significa que devemos ficar apenas com aquilo que eles conhecem. Se o professor focar só os aspectos superficiais do funk e do axé, ensaiando coreografias, por exemplo, não estará cumprindo seu papel. Por outro lado, um trabalho crítico ajuda as crianças a analisar e interpretar o que são essas danças, contribuindo para que elas conheçam a própria identidade cultural e entendam quem são. A chamada cultura de chegada dos estudantes é um bom ponto de partida para um trabalho em direção a uma cultura mais ampla. A escola deve sempre fazer essa ponte entre o repertório conhecido e o desconhecido.
Como isso funciona na prática?
NEIRA - É preciso transformar o conhecimento dos alunos em objeto de análise e investigação pedagógica. Considero válido, por exemplo, um projeto que aborde o funk e o axé no contexto de outras danças contemporâneas, estudando as letras, entendendo o que está embutido nelas, as práticas interessantes ou desinteressantes que acompanham essas manifestações. Em seguida, é possível convidar dançarinos ou trazer vídeos para apresentar outras danças, ampliando o repertório da turma. É um trabalho multicultural porque considera diversos tipos de prática corporal, mas é um multiculturalismo crítico porque questiona e analisa cada uma delas.
Como desenvolver o senso crítico?
NEIRA - Comparando, indagando e aprofundando conteúdos para que a turma reflita. Depois de pular amarelinha, pense por que existem as "casas" do céu e do inferno. Durante o estudo dos exercícios físicos, reflita por que a academia se transformou numa espécie de espaço sagrado da saúde se as qualidades físicas alcançadas por lá também são obtidas, de graça, no parque. Uma Educação Física que trabalha apenas com o movimento não constrói esse senso crítico.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Sócrates, o Pantera Negra.
A carreira de Sócrates se iniciou no Botafogo de Ribeirão Preto em 1974, do qual foi comprado pelo Corinthians, após excelentes atuações nos campeonatos paulistas pelo clube do interior, tornando-se entre os anos de 1978 a 1984 um dos maiores ídolos da história do alvinegro. Defendeu também a Fiorentina da Itália e as equipes do Flamengo e do Santos. Foi convocado pela seleção brasileira pela primeira vez em 1979 tendo se destacado nas Copas do Mundo, as de 1982 e 1986. Fazendo parte daquela seleção que foi considerada por muitos como a Seleção de Futebol mais bonito, mas que foi derrotada em Sarriá, Espanha em 1982, pela seleção Italiana, que se sagraria campeã por 3x2.
Dono de um talento raro e consagrado como um dos maiores jogadores da história do futebol nacional e mundial, Sócrates também ganhou notoriedade por suas posições políticas.

Foi o principal líder da Democracia Corintiana, surgida no início dos anos 1980. Movimento que surgiu em plena luta da classe trabalhadora brasileira contra a ditadura militar no país. Foi um importante marco de apoio a esta luta vindo do principal esporte de apego popular, o futebol e do clube com a maior torcida do país naquela época. Além das várias manifestações contra o regime e a favor da Democracia, também dentro do Sport Clube Corinthians Paulista, o movimento da Democracia Corintiana mostrava que as coisas poderiam ser diferentes no país e no futebol, onde assuntos como contratações, escalação do time, locais de concentração entre outros eram decididos após amplo debate, no voto. Isso foi uma mudança radical no meio de um sistema que é marcado pela ditadura e escândalos de corrupção, onde o poder econômico fala mais alto na maioria das vezes, tornando jogadores meros marionetes nas mãos de empresários e cartolas.
A atividade política de Sócrates foi marcada pela sua ampla participação no movimento pelas “Diretas Já”. Cobiçado por clubes da Europa, prometeu que se a emenda Dante de Oliveira fosse aprovada pelo Congresso Nacional e estabelecesse as eleições diretas para Presidente da República ele permaneceria no Brasil e no Corinthians. Como isso não aconteceu, acabou se transferindo para a Fiorentina, da Itália, em 1984.
Antes desse momento, contratado pelo Corinthians em 1978, ele conquistou seu primeiro título em seu segundo ano no clube: o Campeonato Paulista de 1979. Voltaria a vencer a mesma competição em 1982 e 1983, marcando seu nome definitivamente entre os ídolos corintianos.
Ao lado de Reinaldo, o genial atacante do Atlético-MG que deixou o futebol precocemente, vítima da violência no esporte, mas também político e militante como o Doutor Sócrates ajudaram a popularizar, no Brasil, a saudação política dos Panteras Negras, maior partido político negro criado em 1966 no estado da Califórnia, o mais rico dos Estados Unidos, para defender negros americanos de perseguições racistas e preservar seus direitos políticos e civis.
Sujeito contido, Sócrates, quase não comemorava seus gols. Mas quando comemorava, quase sempre o fazia da mesma forma, à moda dos Panteras Negras: em silêncio, com um punho fechado e erguido para o alto e o outro totalmente para baixo, também cerrado.
Até 1977, não se dedicava exclusivamente ao futebol, pois estudava na faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), onde se formou. Por conta disso muito se falou que Sócrates era avesso aos treinamentos, mas na grande maioria das vezes por estar na faculdade cursando o digníssimo curso.
Pela sua carreira de jogador de futebol, que se utilizou da sua arte para expandi-la e colocá-la a favor da luta do povo oprimido Sócrates merece todas as homenagens. Viva o Doutor.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Morre em São Paulo o ex-jogador de futebol Sócrates | BRASIL de FATO
É com tristeza, que partilho esta notícia(link). Pois todos que acreditam na Educação e também que a Educação Física pode ser espaço para ajudarmos a criar mentes progressistas e homens e mulheres que lutam por seus direitos não podemos deixar homenagear este grande jogador de Futebol, mas principalmente um esportista que mostrou em vários momentos que as pessoas, seja qual for seu ramo de atuação profissional ou social, não devem viver embaixo da bota dos outros.
Viva o Dr. Sócrates.

Contra a exploração do homem (Burguesia) pelo Homem
Para aqueles que se revoltam contra a exploração do Homem pelo Homem, contra a farsa de regime "democrático em que as pessoas vivem, leiam o texto abaixo, publicado no site Causa Operária e denunciado pelo site Wikileaks, do Sueco Julian Assange.
Causa Operária Online
Nas mãos da burguesia, o mundo é uma grande prisão
4 de dezembro de 2011
A mais nova revelação do WikiLeaks mostrou ao mundo o grau que chegou a ditadura da burguesia dos mais diversos países do mundo. Não que o imperialismo e seus lacaios dos países semicoloniais e coloniais já não tenham dado demonstrações suficientes de sua tirania. Mas como mostraram as outras revelações do site dirigido por Julian Assange, este tipo de denúncia tem servido cada vez mais para colocar abaixo as ilusões democráticas de grande parte da população mundial. Foi divulgado pelo WikiLeaks um sistema de espionagem em massa colocado em prática por diversos países do mundo, entre eles o Brasil. Segundo aponta o próprio documento, o esquema inclui os governos destes países por meio de seus aparatos policiais e militares e mostra a ligação do setor que é o braço armado do Estado com grandes monopólios capitalistas, sobretudo com os da área de comunicações. Parte do documento diz: “Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”. Ao longo de décadas o imperialismo vem justificando suas ações em nome da democracia. Alguns exemplos são as guerras do Iraque e do Afeganistão e, mais recentemente, a intervenção na Líbia que, como é de conhecimento de grande parte da opinião pública, busca apenas roubar o petróleo do país árabe. Nestes termos, como foi exposto pelo documento do WikiLeaks, não pode haver nenhuma democracia, independente do significado que se dê ao termo. Não se trata sequer de uma das formas mais conservadoras de democracia burguesa. Estamos diante de uma ditadura, ainda que não militar. Em primeiro lugar, uma espionagem neste grau só pode ser feito de forma completamente ilegal e amparada em um Estado ditatorial. O Estado de direito, tão defendido em palavras pela burguesia para se contrapor a qualquer mobilização das massas, só existe na medida em que as próprias instituições do Estado respeitem um regime jurídico democrático. O que, evidentemente, não é o caso. Em segundo lugar, democracia pressupõe que os cidadãos controlem as instituições do Estado. Verificamos que não apenas os cidadãos não controlam o Estado como este, controlado pela burguesia, exerce uma repressão gigantesca contra eles. O WikiLeaks informou através de sua página oficial na internet que novos documentos com este caráter serão divulgados durante esta semana. Todos aqueles que lutam contra a burguesia ou, de alguma forma se colocam contra a tirania desta classe, devem estar atentos a estas novas revelações. É preciso divulgá-las o mais amplamente possível e debater as questões envolvidas para desmascarar esta verdadeira máquina de guerra montada contra os povos do mundo para que um pequeno punhado de banqueiros e grandes capitalistas possam lucrar à custa do sofrimento e da miséria de bilhões de pessoas.
Causa Operária Online
Nas mãos da burguesia, o mundo é uma grande prisão
4 de dezembro de 2011
A mais nova revelação do WikiLeaks mostrou ao mundo o grau que chegou a ditadura da burguesia dos mais diversos países do mundo. Não que o imperialismo e seus lacaios dos países semicoloniais e coloniais já não tenham dado demonstrações suficientes de sua tirania. Mas como mostraram as outras revelações do site dirigido por Julian Assange, este tipo de denúncia tem servido cada vez mais para colocar abaixo as ilusões democráticas de grande parte da população mundial. Foi divulgado pelo WikiLeaks um sistema de espionagem em massa colocado em prática por diversos países do mundo, entre eles o Brasil. Segundo aponta o próprio documento, o esquema inclui os governos destes países por meio de seus aparatos policiais e militares e mostra a ligação do setor que é o braço armado do Estado com grandes monopólios capitalistas, sobretudo com os da área de comunicações. Parte do documento diz: “Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”. Ao longo de décadas o imperialismo vem justificando suas ações em nome da democracia. Alguns exemplos são as guerras do Iraque e do Afeganistão e, mais recentemente, a intervenção na Líbia que, como é de conhecimento de grande parte da opinião pública, busca apenas roubar o petróleo do país árabe. Nestes termos, como foi exposto pelo documento do WikiLeaks, não pode haver nenhuma democracia, independente do significado que se dê ao termo. Não se trata sequer de uma das formas mais conservadoras de democracia burguesa. Estamos diante de uma ditadura, ainda que não militar. Em primeiro lugar, uma espionagem neste grau só pode ser feito de forma completamente ilegal e amparada em um Estado ditatorial. O Estado de direito, tão defendido em palavras pela burguesia para se contrapor a qualquer mobilização das massas, só existe na medida em que as próprias instituições do Estado respeitem um regime jurídico democrático. O que, evidentemente, não é o caso. Em segundo lugar, democracia pressupõe que os cidadãos controlem as instituições do Estado. Verificamos que não apenas os cidadãos não controlam o Estado como este, controlado pela burguesia, exerce uma repressão gigantesca contra eles. O WikiLeaks informou através de sua página oficial na internet que novos documentos com este caráter serão divulgados durante esta semana. Todos aqueles que lutam contra a burguesia ou, de alguma forma se colocam contra a tirania desta classe, devem estar atentos a estas novas revelações. É preciso divulgá-las o mais amplamente possível e debater as questões envolvidas para desmascarar esta verdadeira máquina de guerra montada contra os povos do mundo para que um pequeno punhado de banqueiros e grandes capitalistas possam lucrar à custa do sofrimento e da miséria de bilhões de pessoas.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A Copa do Mundo é nossa?
Por JUCA KFOURI*
Para começar o jogo, pense nisso: na França, em 1998, o presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo foi Michel Platini, melhor jogador da história do futebol francês até que, naquela Copa, Zinedine Zidane lhe tomasse a coroa. Platini não era o presidente da FFF, a Federação Francesa de Futebol.
Na Alemanha, em 2006, o presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo foiFranz Beckenbauer, o Kaiser, melhor jogador da história do futebol alemão até hoje. Beckenbauer não era o presidente da DFB, a Federação Alemã de Futebol.
No Brasil, para 2014, o presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo é Ricardo Terra Teixeira, que jamais jogou futebol.
Para saber mais acessem: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/10/a-copa-do-mundo-e-nossa/
Por detrás da "pacificação" estão os interesses econômicos da Copa e das Olimpíadas
Acessem o link abaixo, para ver o que está por trás do Esporte.
Remoção de comunidades no Rio: Anistia Internacional alerta para violações sistemáticas dos direitos humanos
Remoção de comunidades no Rio: Anistia Internacional alerta para violações sistemáticas dos direitos humanos
Abaixo os caveirões
Para quem não está lá (na Rocinha) e quer saber um pouquinho do que é a propalada pacificação nos morros cariocas, acessem o link abaixo da Anistia Internacional, sobre os Caveirões, utilizados há mais de 7 anos no Rio de Janeiro.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Abaixo a manipulação da imprensa capitalista
Assistam, vejam a manipulação da Rede Globo, o que é ruim para eles e para o governo, eles censuram, assim como fizeram com a entrevista esclarecedora dos estudantes. Acessem o vídeo no link abaixo:
http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=33828
http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=33828
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Professor Negro é vítima de racismo
Tomo o espaço deste Blog para publicar mais um caso de
opressão racial, denunciado pelo Site: Causa Operária Online. Mostrando a realidade vivida nos
dias de hoje pelo povo negro em nosso país frente às arbitrariedades cometidas
pela Corporação da Polícia Militar, que educa seus policiais dentro do modus
operandi denunciado abaixo. Frente a essa situação, nós professores e alunos
temos o dever de não deixar o dia 20 de Novembro passar em branco, denunciando
através dos nossos meios a luta por igualdade e pelo combate ao racismo.
Maranhão
Professor negro é vítima de racismo policial
Professor negro é vítima de racismo policial
“Estou em um carro da
polícia e eles vão me matar”
15 de novembro de 2011
15 de novembro de 2011
O professor de música e artista plástico Simão Pedro Amaral
denuncia que foi vítima de agressão e constrangimento praticados por dois
policiais militares.Amaral conta que caminhava na estrada, em direção ao
condomínio, quando foi abordado por dois policiais, Hernandez Chagas e José
Ribamar Vieira, que estavam em uma viatura do 8º Batalhão de Polícia Militar,
que ordenaram que parasse imediatamente para uma revista. O professor indagou
porque ele seria revistado.
Os policiais retrucaram, como sempre, que ele seria
“suspeito porque possui as características de um marginal que acabara de
assaltar uma moradora da área”. Daí em diante o professor afirma que “foram
momentos de verdadeiro terror”.
Durante a revista, a vítima explicava aos policiais que é
professor lotado no Centro de Ensino Bernardo Coelho de Almeida (BCA), e que dá
aulas na Escola de Música do Estado. No entanto, as explicações do professor
não foram suficientes para evitar que um dos policiais lhe desse um soco no
rosto, mandando que calasse a boca e o ofendendo.
O professor disse aos policiais que iria denunciá-los pela
agressão e pelo constrangimento ao qual estava sendo submetido. Com isso, um
dos policiais lhe empurrou violentamente para o interior da viatura.
Dentro da viatura o professor percebeu que a viatura estava
dando voltas e que estava em “uma situação de verdadeiro terror e tortura”. Ele
insistiu e perguntou aos policiais militares para onde estaria sendo levado,
mas recebeu como resposta apenas a expressão “cala a boca”.
Prevendo o pior o professor portava um celular que passou
pela revista policial e o acionou ligando para sua casa, ao que rapidamente
falou: “estou em um carro da polícia no Turu e eles vão me matar”.
Ele não foi reconhecido pela a vítima do suposto assalto e,
afirmando que iria denunciar os policiais, foi encaminhado para a delegacia
onde os policiais registraram um boletim de ocorrência, denunciando o professor
por desacato à autoridade.
O professor, por sua vez, registrou discriminação racial,
agressão física e moral, tortura e sequestro.
Para o povo negro polícia é sinônimo
de agressão e tortura
A imprensa burguesa quando fala da violência policial chama
de “despreparo” da polícia todas as atrocidades por eles cometidas, tratando os
casos, inclusive, como exceções e deformidades da corporação.
Por outro lado, apresenta ações truculentas da polícia como
verdadeiras expressões da democracia e da liberdade, como as recentes ocupações
militares de comunidades pobres e negras. Na realidade, a invasão militar de
comunidades pobres dentro do próprio país é a expressão máxima da democracia
burguesa em que vivemos, a lei é um tanque de guerra subindo o morro e soldados
com licença para matar.
O que ninguém fala é que esse de fato é o preparo e objetivo
da polícia: prisões arbitrárias, cometimento de crimes diários, conforme uma
série de dados sobre violência, e que tem como alvo a população negra e pobre
brasileira.
Com a aproximação do 20 de novembro, Dia de Luta do Povo
Negro, é necessário reivindicar a dissolução das polícias, o direito ao
armamento e autodefesa do povo negro e demais setores oprimidos pela polícia
dos governos e da burguesia.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Toda força à greve da USP
Apoiar os alunos da
USP, greve até as conquistas das reivindicações.
Fora a PM da USP
Abaixo as tentativas de
privatização da maior Universidade Pública da América Latina
Abaixo a Imprensa
Venal, corrompida e comprada pela política de Geraldo Alckimin e dos poderosos
Acompanhar o
site Causa Operária online, com todas as informações não mostradas pela mídia
Alckimista.
sábado, 5 de novembro de 2011
São Silvestre
Em
nome do lucro, Globo e Yescom acabam com tradição de mais de 80 anos.
Algumas dezenas de corredores entre eles o ex-campeão da São
Silvestre José João da Silva participaram na manhã do último dia 2 de novembro,
de protesto em forma de treino contra a mudança do percurso da famosíssima São
Silvestre. Que neste ano não vai terminar na Avenida Paulista, como acontece há
décadas, mas no Obelisco, localizado em frente ao parque Ibirapuera.
A decisão da organizadora da prova, a empresa Yescom, de
tirar a chegada da corrida da Avenida Paulista foi a mais ridícula decisão em
prol dos corredores de São Paulo e do próprio povo paulistano, desde que ela já
havia deixado de ser disputada à noite (por conta da intervenção da ex-prefeita
Luiza Erundina, à serviço de interesses lucrativos, entre eles da rede Globo de
Televisão, que exigia a mudança de horário para não interferir em sua
programação).
Se já não era mais
tão charmosa, a prova continuava a ser o “gran finale” de ano para muitos dos
corredores.
A desculpa (também esfarrapada) dada desta vez pela Yescom era
a necessidade de adequar os mais de vinte mil corredores que se aglomeram após prova
com o público que chega para a festa noturna na Paulista.
O que se esconde por trás do nome segurança e conforto a ser
“oferecido” na prova atlética e alegado
pelos organizadores é a busca pelo lucro próprio e pelo lucro de seus
parceiros, como a Rede Globo de Televisão, que desde 1989, com o fim da corrida
noturna, interfere na tradição de décadas construída por milhares de corredores
anônimos e famosos que fizeram a alegria de muitas passagens de ano.
domingo, 30 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Carta de indignação
da filha de Prestes ao PCdoB pelo uso indevido da imagem de seus pais
Publicada no site: diarioliberdade.org
Diário Liberdade - De Anita Leocádia Prestes - Rio de
Janeiro, 21 de outubro de 2011.
Ao Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza
e minha indignação com a utilização indébita da imagem dos meus pais, Luiz
Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, em Programa Eleitoral desse partido,
transmitido pela TV na noite de ontem, dia 20 de outubro de 2011.
Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória
revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente,
seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de
1979 e o regresso de Luiz Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos
de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do
PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de
traição da classe operária. Bastando consultar a imprensa dos anos 1980 para
comprovar esta afirmação.
Por respeito à memória de Prestes e de Olga, o PCdoB deveria
deixar de utilizar-se do inegável prestígio desses dois revolucionários comunistas
junto a amplos setores do nosso povo, numa tentativa deplorável de impedir o
desgaste, junto a opinião pública, de dirigentes desse partido acusados de
possível envolvimento em atos de corrupção.
Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Não à pedofilia
A entrevista abaixo foi retirada do jornal Estadão (online).
Como acompanho o futebol nas categorias de base, por conta da profissão (professor de Educação Física) e também por ter filhos, alunos e ex alunos jogando em equipes de futebol de base, é importante reforçar a denúncia do ex jogador de futebol Neto.
'Autoridades devem olhar mais o assédio no futebol', diz Neto
Ex-jogador fala ao 'Direto da Fonte' sobre Copa do Mundo no Brasil, política e pedofilia
24 de outubro de 2011
DÉBORA BERGAMASCO - O Estado de S.Paulo
...
Se fosse, já teria até bandeira para levantar: "Muita gente usa o poder como diretor, como técnico para usar do benefício sexual com os meninos (da categoria de base)", revela Neto, sugerindo mais atenção das autoridades para isso. A seguir, trechos da conversa.
...
Por que decidiu fazer a cirurgia de redução de estômago?
Tentei de tudo, tomei até umas bolinhas fortes. Mas engordava tudo de novo. Quando parei de jogar, ganhei mais peso. Tenho 1,74 de altura e pesava 110 quilos. Já eliminei 27.
O que mudou na sua vida depois da operação?
Tudo. Sou mais disposto, brinco com meus filhos, jogo bola no master do Corinthians e meu desempenho sexual e a artrose nos tornozelos também melhoraram. Depois de cinco anos só usando roupa preta e larga, hoje visto calça jeans. Fui a uma festa e coloquei smoking, coisa que não fazia. Como as mesmas coisas, só que em quantidades pequenas.
Enquanto era jogador já sofria com sobrepeso. Já pegavam muito no seu pé.
Ainda pegam no meu pé. Hoje me veem magro e perguntam: "Pô, por que você não era assim quando jogava?". Falo: "Não era assim porque eu não queria, ué". As pessoas estão acostumadas a te cobrar pelo que acham que você deve ser.
Mas o excesso de peso não atrapalhava o rendimento?
Ah, atrapalhava. Se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje, teria disputado três Copas do Mundo e nunca fui a nenhuma. Não bebo há 11 anos, não fumo há quase oito.
...
Recomendaria uma cirurgia de redução de estômago para o Ronaldo?
O jogador profissional é sempre privado de comer, beber, dormir tarde. Ele tem que pensar na saúde. Ponto. Se eu fosse o Ronaldo, eu faria. Mas ele acabou de parar, deixa o cara ficar de férias.
Nesses anos de futebol, presenciou consumo de drogas?
Muito. Vi muita maconha, cocaína, glucoenergan (composto polivitamínico) na veia. Sem falar na bebida, né? Tenho uma história bonita, a do Alceu. Jogamos na Seleção Brasileira, no Guarani e moramos juntos. Ele sempre gostou de fumar maconha. Eu até já fumei uma vez, quando tinha 17 anos, e nunca mais. Aí as vidas tomaram rumos diferentes e fiquei uns 18 anos sem vê-lo. Soube então que ele viveu durante 11 anos viciado em crack, mas que agora tinha se recuperado. Liguei na hora para ele. Choramos. Há cinco anos ele não usa mais drogas e virou coordenador da fazenda de reabilitação de viciados em Florianópolis. Perguntei qual era o seu maior sonho e ele disse que era voltar a estudar. Hoje pago a faculdade de psicologia. Ele é o melhor aluno, me manda boletim e frequência. O problema é que a maioria dos ex-jogadores não estudou, muitos não souberam aplicar o dinheiro, e quase todos se separaram. Os clubes do futebol brasileiro não orientam os seus funcionários para essas questões, nem sobre as drogas.
Mas tem psicólogos nos Centros de Treinamento?
Ah, não acredito nisso, não. Eu acho que deveria ser uma coisa mais efetiva desde a categoria de base. Vamos citar o Jobson (que assumiu ser viciado em crack). Jogava no Brasiliense, ficou famoso no Botafogo, e ninguém ajudou o moleque? E a Fifa ainda quer afastá-lo do futebol por um ano? Em vez de colocá-lo numa clínica, reabilitá-lo, fazê-lo voltar para o futebol e servir como exemplo, os caras querem acabar com a vida dele tirando o seu emprego.
E a homossexualidade é comum no futebol?
Nas divisões de base sempre teve. E tem até hoje.
Como assim, na base? O jogador deixa de ser gay quando sobe para o profissional?
Não, não falei que os jogadores são homossexuais. O que eu disse é que muita gente usa o poder como diretor, como técnico, como outras coisas, para usar do benefício sexual com os meninos. Foi isso o que eu disse.
Existe isso no Brasil?
Muito.
No Estado de São Paulo?
No Brasil inteiro. Existe bastante. É que essas coisas não são divulgadas, mas quando eu trabalhei como gerente de futebol e quando fui jogador, a gente sabia disso. É velado. Para falar a verdade, é uma coisa muito séria, que o ministro dos Esportes e as autoridades deveriam olhar mais.
Mas as pessoas sabem disso?
Sabem sim, ué. Vou até te explicar: esses meninos, quando chegam nas categorias de base, deveriam ter escola, psicólogo, deveriam aprender sobre esse tipo de coisa, serem orientados mesmo.
Como seria esse assédio sexual? Seria do tipo...
Do tipo, não. Do poder que o cara tem e do menino que chega lá do cafundó do Judas e vem fazer teste em um determinado time. E, muitas vezes, tem que fazer esse tipo de coisa.
Tem que transar com o chefe?
Opa. É isso aí.
Você já foi assediado sexualmente?
Eu não, eu tinha cara de bravo. E com 15 anos já era titular do Guarani. Comecei na base com 11 anos, mas meu pai estava sempre comigo, isso faz toda diferença. As pessoas pegam sempre os meninos desprotegidos, que às vezes não têm dinheiro para comprar um lanche, uma bala. Isso é uma coisa que os dirigentes dos clubes deveriam perceber e fazer uma coisa legal. E não tem problema você ser homossexual, hétero ou bi. O problema é você usufruir de seu poder para ter vantagens sexuais.
Na época, aconteceu com algum amiguinho seu?
Ah, se eu tô falando isso é porque já, né? Mas eu não vou falar.
Por que jogador não assume publicamente ser gay?
Ah, tem um preconceito grande, o cara pode ter medo de perder o emprego, são muitas questões para compreender. Você vê aí o que o coitado do Richarlyson passa. Ninguém sabe se ele é homossexual ou não. Eu mesmo não sei, não o conheço. Mas e o que ele sofre no dia a dia jogando futebol? E o menino é um baita de um jogador extraordinário. Mas será que vale a pena expor a família? Não sei. Eu tenho homossexual na família.
Qual é o parentesco?
Não, não vou falar. E não tem problema, graças a Deus.
Arrepende-se de algo na vida?
A coisa mais horrível que eu fiz foi ter cuspido no rosto do juiz José Aparecido de Oliveira, em 1991. Foi feio demais da conta. No dia seguinte eu queria sumir, desaparecer, não queria ser eu mesmo. Senti vergonha da minha família. As pessoas que te amam, te perdoam. Fui massacrado. E foi merecido. Mas sou tão sortudo que, no mesmo ano, o santo papa veio para o Brasil e anistiou todos os pequenos pecadores. Eu pedi perdão para o José Aparecido ele me perdoou. Depois até o entrevistei. Mas eu não queria que minha filha Luísa soubesse disso na escola. Então cheguei para ela e falei: "O papai cuspiu no rosto do juiz, o papai foi muito sujo e nunca mais fez isso".
Em seu primeiro casamento, você e sua mulher tentaram gravidez por inseminação artificial. Foi com o mesmo médico do Pelé, o Roger Abdelmassih, condenado por assediar pacientes?
Não, não, foi em Campinas. Deus me livre. Olha isso: um dia eu estava deitado no sofá, olhando uma foto minha na parede de quando eu fui campeão pelo Corinthians em 1990. Pensei: "Caramba, conheço aquele cara". Aí levantei, olhei bem e... "Caralho, é aquele fdp daquele doutor!" Ele estava bem do meu lado. Tirei o quadro na hora. E joguei fora.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Escândalo: Mais um triste exemplo do submundo do futebol de base
Veio a tona na última terça-feira, dia 19 de outubro, com a demissão do técnico Sérgio Guedes (Ponte Preta, Grêmio) e seu auxiliar técnico Evair (Guarani, Palmeiras, Seleção Brasileira), dois grandes ex-jogadores do passado e atuais membros da comissão técnica da equipe de futebol de Americana, que realizavam excelente campanha na série B do Campeonato Brasileiro um grave escândalo, infelizmente muito comum no meio futebolístico, principalmente no futebol de base, ou seja, nas categorias de formação de atletas infantis, juniores e juvenis.
A boa campanha na qual é o quarto colocado e está no grupo de acesso para a primeira divisão do Brasileiro, não foi o bastante para manter o técnico Sérgio Guedes no comando da equipe de Americana que disputou 14 jogos, venceu sete, empatou cinco e perdeu apenas duas partidas não bastou para segurar o técnico Sérgio Guedes no banco do Americana.
Os motivos da demissão variam, dependendo de quem fala sobre a situação.
Em comunicado oficial, a diretoria do clube põe a culpa nos resultados recentes, três empates e uma derrota, para justificar a decisão.
No entanto a comissão técnica tem outra versão: a demissão seria pelo fato de Guedes ter se recusado a relacionar o meia Fran para o jogo contra o Goiás, terça-feira, em Goiânia.
O jogador que foi formado nas categorias de base do Corinthians é filho do vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Francisco Papaiordanou Júnior, que também foi diretor do clube do Parque São Jorge durante a conturbada gestão de Alberto Dualib.
De acordo com as palavras do auxiliar técnico Evair, postadas em seu Twitter:"Fomos demitidos do Americana pq o dono do time, Sony, queria que escalássemos o atleta e não aceitamos essa ingerência". "Assim é o futebol. Profissionalismo e honestidade não valem de nada quando certos interesses querem se sobrepor", acrescentou Evair.
Papaiordanou negou qualquer tipo de pressão para que seu filho fosse escalado.
Segundo Sérgio Guedes: "Não pediam que ele começasse na equipe, mas que fosse levado como opção. O pai dele quer que ele vire jogador e não entende que queremos ajudar", "Mas eu preciso avaliar o critério técnico", completou.
A nota apresentada pela direção da equipe do interior que oficializou a saída de Guedes não cita as acusações da comissão técnica.
Além desta situação explicitada pelos dois grandes ex jogadores e atuais treinadores de futebol, a família Papaiordanou é muito conhecida no meio do futebol de base, principalmente entre pessoas que já acompanharam o futebol de base do Corinthians, tão conhecida e falada em vários campos de futebol de base de São Paulo, que dizem que o jogador Fran, só se mantinha no Futebol porquê o Papaiordenou, referência a atuação do Sr. Francisco Papaiordanou Júnior nos meandros das categorias de base dos times pelos quais seu filho passou. No entanto, dessa vez as pressões atingiram pessoas de renome no futebol e não técnicos de categorias de base, que por medo de perder o emprego ou perder o din din distribuído pelo atual segundo homem mais forte do futebol paulista, sempre cederam ou foram corrompidos pela oferta.
Este escândalo, que ainda bem está acontecendo, serve para ilustrar as várias mazelas que acontecem no futebol de base brasileiro, onde muitos, talvez milhares de jovens talentos jamais puderam chegar onde seus sonhos almejavam, pois não tinham um Papaiordenou, ou empresários por detrás de seu projeto de carreira e fazem parte hoje de um mundaréu de frustrados do futebol brasileiro.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Treinos Intervalados, eficazes na
luta contra a balança.
Pesquisas recentes realizadas por algumas universidades de
diferentes países, concluíram que as longas horas ou dezenas de minutos
realizando exercícios de longa duração e intensidade moderada, queimam bem
menos calorias do que as atividades físicas com treinos intervalados.
Os treinos intervalados são exercícios que combinam
exercícios realizados por alguns segundos em alta intensidade, próximo do
limite da pessoa, um pique, um tiro de velocidade, por exemplo, e um exercício
moderado ou lento, realizado, em média, pelo dobro do tempo em que fez a
atividade de alta intensidade. Exemplificando, se a pessoa realiza um tiro de
velocidade por 20 segundos ela deverá no período de recuperação realizar um
trote por no mínimo 40 segundos. Deve-se realizar algumas repetições de cada
série, sempre intercalando.
As Universidades de Auckland, na Nova Zelândia, a Universidade
de South Wales, na Austrália, realizaram pesquisas semelhantes, utilizando como
colaboradores adolescentes e mulheres. Nas pesquisas foram comparados grupos com
diferentes tipos de exercício, onde um dos grupos realizou por um determinado
período, exercícios moderados de longa duração (mais de 40 minutos)e o outro
grupo realizava exercícios intervalados(por no máximo 20 minutos), os
resultados das pesquisas foram unânimes em suas respostas, os grupos que mais
perderam peso foram os dos exercícios intervalados.
No entanto, essas pesquisas (não era o objetivo delas) não
pesquisaram a saúde cardíaca dessas pessoas. Os exercícios de longa duração e
intensidade moderada(aeróbicos), como as caminhadas, sempre foram indicados para pessoas que
necessitam melhorar a saúde cárdio – vascular, como forma de controlar
diabetes, melhorar a pressão arterial. Outras pesquisas precisam esclarecer esses
casos, por enquanto, o mais indicado são os exercícios aeróbicos.
Para iniciar a prática de atividades físicas nunca deixe de
realizar àquela velha orientação, sempre procure o seu médico para uma
avaliação antes de iniciar a prática destes exercícios.
domingo, 16 de outubro de 2011
Uso de serviços médicos com fins
militares
Caros colegas, estou postando na íntegra texto do Médico
Dráuzio Varella, publicado na edição do jornal Folha de São Paulo do último dia
08/09/2011. Com a intenção modesta de denunciar também os abusos a que podem
chegar os donos do poder norte americanos, que se utilizaram de uma fraude de saúde
pública contra milhares de paquistaneses para chegar ao seu ex aliado Bin
laden. É repugnante.
O DNA de Bin Laden
Neste sábado, caro leitor, vou contar uma história que
parece mentira. De início, deixo claro que dela tomei conhecimento através de
duas fontes dignas de crédito: a revista "Science", publicação
oficial da Academia Americana de Ciências, e o jornal inglês "The
Guardian".
Obstinadamente empenhada na caça a Bin Laden, a U.S. Central
Intelligence Agency (CIA) elaborou um plano que nada fica a dever à melhor
ficção científica.
A agência havia recolhido indícios de que o homem mais
procurado do mundo viveria pacatamente com os familiares em determinada área da
cidade de Abbottabad, no Paquistão, mas desconhecia o local exato, informação
necessária para que o grupo de elite, conhecido como Seals, montasse a
estratégia para o ataque final.
Segundo o "Guardian", para executar o plano, os
agentes da CIA contaram com a ajuda de um colaborador paquistanês, o médico Shakil
Afridi, funcionário graduado do serviço público, hoje preso em seu país por
haver se mancomunado com agentes estrangeiros no complô descrito a seguir.
Em março deste ano, com a colaboração do doutor Afridi,
técnicos de saúde anunciaram uma campanha de vacinação gratuita contra a
hepatite B. Para disfarçar o verdadeiro objetivo da empreitada, o programa foi
iniciado num dos subúrbios mais pobres de Abbottabad.
Depois de administrar a primeira dose da vacina para os
habitantes daquela área suburbana, os técnicos transferiram os equipamentos
para uma clínica situada em outro bairro da cidade, justamente nas vizinhanças
do local em que supunham encontrar Bin Laden.
A intenção não era simplesmente bisbilhotar as casas em
busca daquela em que morava o homem procurado. O plano era mais complexo.
O que os agentes americanos pretendiam era que as
enfermeiras encarregadas de aplicar a vacina em seguida colhessem amostras de
sangue das crianças. De posse delas, seria feita a separação do DNA para
compará-lo com aquele obtido de uma das irmãs de Bin Laden, morta na cidade
americana de Boston, em 2010.
Dessa forma, esperavam identificar o DNA de um dos filhos do
inimigo para chegar com certeza ao endereço do pai.
É provável que o complô tenha tido êxito, porque as enfermeiras
encarregadas de administrar a vacina nos domicílios e colher sangue das
crianças obtiveram permissão para entrar na área dos empregados que trabalhavam
na residência do homem-alvo.
A esta altura, leitor cético, você estará imaginando que a
"Science" e o "Guardian" aceitaram como verdade uma versão
fantasiosa, simplesmente porque os seres humanos são dotados de uma boa vontade
incrível para acreditar em complôs. Em especial, quando envolvem serviços
secretos como a CIA, terrorismo internacional e países exóticos.
Está enganado; o próprio governo americano confirmou os
fatos através de um comunicado à imprensa: "A campanha de vacinação foi
parte de uma caçada ao maior terrorista do mundo, nada além disso. Foi uma
vacinação verdadeira conduzida por profissionais da área médica. Esse tipo de
ação não é realizado pela CIA todos os dias".
A Organização Mundial da Saúde, a Unicef, a Cruz Vermelha
Internacional e os Médicos sem Fronteiras protestaram veementemente contra o
uso de serviços médicos para uma população necessitada com finalidades
militares.
No Paquistão, morrem de doenças que seriam prevenidas por
vacinação 150 mil crianças por ano. A suspeição e a desconfiança dos
paquistaneses em relação aos países ocidentais agravam o problema.
Em 2007, clérigos extremistas muçulmanos lançaram rumores de
que as vacinas contra a poliomielite oferecidas à população tinham o propósito
de disseminar a Aids e esterilizar meninas muçulmanas. Como resultado, 24 mil
famílias se recusaram a vacinar os filhos, e algumas clínicas foram depredadas.
As organizações citadas estão trabalhando com os governos
locais para reforçar entre os habitantes a importância e a segurança da
imunização.
Sophie Delawney, diretora-executiva dos Médicos sem
Fronteiras, resume o que penso a respeito desses acontecimentos: "Existem
regras que devem ser obedecidas mesmo durante as guerras. A ética médica é
universal".
Uma Nova “Santa Inquisição”,
brasileira, no século XXI
No último dia 24 de Setembro foi anunciado pelo Tribunal de
Justiça de São Paulo, uma nova resolução que autoriza a realização de
julgamentos virtuais. Uma das alegações para tal medida é agilizar os cerca de
550 mil recursos que aguardam julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo e
também que os votos e as decisões continuariam a ser publicados no Diário
Oficial.
Atualmente o julgamento é realizado por três desembargadores
que se reúnem em uma sessão pública, onde ocorre todo debate e somente após os
esclarecimentos apresentam seus votos.
Após a contagem dos votos a decisão é publicada.
A resolução apresentada fere frontalmente a Constituição
Brasileira, que obriga os julgamentos públicos.
A medida apresentada relembra o passado ditatorial no país onde
os julgamentos eram sigilosos, o que fere princípios democráticos, como a
questão da transparência, que hoje em dia já é muito contestada, o que dirá com
as decisões acontecendo a quatro paredes, ou ainda os processos impostos pela
Inquisição Romana ou a Espanhola que com frei Tomás de Torquemada que tinha a
conivência da Coroa Espanhola, mandou assassinar 114.400 pessoas em nome de
Deus, convertendo a Inquisição Espanhola no instrumento mais cruel de todo o
continente europeu durante o século XV.
Como visto tal medida impõe um enorme retrocesso e se vista
de conjunto faz parte de toda uma ação política dos setores dominantes
conservadores que visam impor políticas reacionárias para se defender de uma
possível crise revolucionária que se avizinha no mundo todo com a crise
econômica capitalista.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Copa 2014, mais um capítulo das
grandes negociatas.
Como já foi denunciado por personalidades e organizações do
meio jornalístico e político, entre os quais Andrew Jennings, autor do livro
denuncia contra os altos dirigentes da FIFA e o ex jogador e atual deputado
federal Romário, além do Jornal Causa Operária online entre outros veículos de
comunicação, a Copa no Brasil, não será para os brasileiros.
Nos últimos dias, foi apresentado mais um brutal ataque
contra os direitos do povo brasileiro e da classe trabalhadora em especial com
a FIFA anunciando que irá vetar a meia-entrada para estudantes e idosos nos
Jogos do Mundial de 2014. Alegando um prejuízo de US$ 100 milhões (cerca de R$
180 milhões), a entidade internacional avisou o governo brasileiro que não vai
arcar com o prejuízo. O preço total do ingresso é uma polêmica que tende a
crescer com a proximidade da Copa. Na média, os ingressos nos últimos dois
Mundiais custaram cerca de US$ 135(cerca de R$ 240,00*) o valor no Brasil
poderia chegar a uma média de US$ 70, (cerca de R$ 125,00 em valores de
09/10/2011*) com a meia-entrada.
Neste ponto cabe a pergunta, prejuízo para quem?
Será que é para a família Warner?
Esclarecendo, a família Warner aqui citada é a família de
Jack Warner, ex-vice-presidente da FIFA, que foi denunciado por inúmeros órgãos
de imprensa europeus e outros e mais recentemente pelo livro: Jogo Sujo de Andrew Jennings, pela
utilização de seu cargo em benefício de uma empresa, a Simpaul, que compra e
vende milhares de ingressos para a Copa do Mundo, que é dirigida por Daryan
Warner seu filho. O gravíssimo caso de corrupção está muito bem explicitado no
livro apresentado acima.
Voltando para o caso brasileiro, quem quer passar por cima,
inclusive das leis em vigor no Brasil para impor o fim da meia-entrada, não
sabemos, mas temos certeza de uma coisa são mega interesses de grandes
empresários envolvidos com a Copa.
Uma pequena coincidência no jogo de
interesses
A meia-entrada que hoje é lei federal, inclusive com a
aprovação do chamado Estatuto da Juventude pelo Congresso Nacional, não é uma
dádiva dos poderosos ou dos políticos de plantão nos diversos poderes da
federação, mas sim fruto da luta da juventude operária e estudantil ao longo
dos anos, lutas de fato, nas ruas, nas manifestações pelo direito de meia
entrada e do passe livre nos transportes coletivos. Luta que foi usurpada pelos
interesses de dirigentes da UNE(União Nacional dos Estudantes), como o atual
ministro dos Esportes e ex-presidente da UNE, Orlando Silva(PC do B). Na época
em que foi presidente da entidade estudantil nacional; à qual seu partido, o
Partido “Capitalista”, ops, digo, Partido Comunista do Brasil, dirige há
décadas a UNE, servindo aos interesses das empresas do Ensino privado no
Brasil; estes venais vestidos de “comunistas” legalizaram a carteira de
estudante durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que dava
direito a meia-entrada para espetáculos em geral, no território nacional. O que
muita gente não sabe, é que a contrapartida da “concessão” foi o sufocamento e
silenciamento do movimento estudantil brasileiro, que entre outras grandes
lutas, exigiu o “FORA COLLOR”, ao mesmo tempo em que tinha o monopólio das
carteiras estudantis Orlando Silva e companhia faziam a UNE virar um grande balcão
de negócios. Enquanto seus dirigentes enriqueciam o ensino público degringolava
no Brasil, juntamente com o amordaçamento das lutas dos estudantes (essa era a
contra partida que interessava ao governo FHC), que eram desorientados pela
conduta política da UNE, durante todos estes anos de 1995 a 2011, o número de
instituições particulares de ensino foi à estratosfera juntamente com ensino à distância, enquanto o ensino público
em todos os níveis foi caindo num poço sem fundo, sem verbas condizentes com a
necessidade, com a superlotação das salas de aula, com um ensino cada vez mais
precário, onde milhares de professores trabalham mais de 10 horas por dia e não
podem seguir o que a profissão requer, seja por questões salariais ou pela alta
carga horária; Professor é profissão de quem estuda.
Enquanto a educação era destruída, a corrupção nas entidades
estudantis e sindicais somente cresceu no Brasil.
Em uma de suas últimas declarações, Orlando Silva, declarou:
"Não seria conveniente suspender o direito de uma
parcela da população, que é a população idosa. Não existe nenhuma garantia
assinada com o Brasil junto a Fifa, que estabeleça que teria que ser suspensa
essa legislação." (Site: IG em
03/10/2011)
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP) apoiando a política de ataque aos interesses da população brasileira,
afirmou nesta quinta-feira que foi um erro abrir a possibilidade de a
meia-entrada ser tratada por uma lei federal.
Isso mostra que no atual balcão de negócios do Ministro dos
Esportes e do governo, os estudantes e a
sua conquista, a meia-entrada, não entram nas atuais contas, ou melhor, entram
nas contas a favor dos interesses empresariais da FIFA, ou seja, nada de meia
entrada para os estudantes na Copa do Mundo.
Bom, quando o assunto é dinheiro,
muito dinheiro, pode.
Juntamente com este
escândalo, outro caminha junto, a FIFA quer impor o fim da restrição ao uso de
bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros.
Neste ponto cabe
novamente a pergunta, prejuízo para quem?
As grandes marcas associadas à FIFA são entre outras
secundárias, as seguintes:
Coca-Cola, McDonald’s, Hyundai, Sony, Visa, Adidas, Emirates
e Budweiser, ou Brahma para o mercado brasileiro. Aí está a resposta.
As pressões da FIFA ao governo brasileiro puderam ser vistas durante
participação de Orlando Silva Júnior, no
programa Arena Sportv, no último mês de setembro.
O assunto é um dos
pontos polêmicos envolvendo o Mundial de 2014. Em todas as Copas do Mundo, a
venda de cerveja é liberada nos estádios, principalmente por conta do
patrocínio da Inbev, dona da Budweiser.
O ministro tentou
justificar a atual proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos
estádios brasileiros como uma determinação da Confederação Brasileira de
Futebol (CBF).
“O regulamento de
competição da CBF é quem restringe. Isso é da CBF, a partir de um diálogo com o
Ministério Público, e se tornou uma regra que vale para o Brasil”, disse Silva
Júnior.
A proibição, no
entanto, também consta no Estatuto do Torcedor, uma das leis federais que a
Fifa pediu para que fosse suspensa durante o Mundial. O texto diz que é
condição “de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo (...) não
portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou
possibilitar a prática de atos de violência”
Bem, como vimos quando o assunto é atender aos interesses
dos grandes empresários, eles farão de tudo, para que os primeiros consigam. O
povo, ah, este vem em 2º, 3º, 4º ...lugares.
Em contrapartida, para fazer os governos se lembrarem dos
trabalhadores, do povo, nada que uma boa greve, como a dos trabalhadores dos
Correios, não os faça mudar de idéia.
sábado, 8 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
No mais enganoso país das “liberdades democráticas”, as perseguições raciais continuam.
Há mais de 30 anos, o jornalista e militante negro Mumia
Abul Jamal, ex – ativista daquele que foi o maior partido político negro de
todos os tempos, em luta contra o racismo e perseguição aos negros nos Estados
Unidos, o Panteras Negras, está preso nos Estados Unidos, vítima de uma
grande farsa judicial, acusado pelo assassinato de um policial. Aos 57 anos,
Mumia Abul Jamal continua isolado em uma cela de segurança máxima, monitorado
24 horas por dia por câmeras de segurança.
Mumia ainda está vivo, mas continua no corredor da morte, só não foi completamente silenciado, por conta
de inúmeras mobilizações internacionais(manifestações, abaixo assinados internacionais,
pressões populares e de muitas outras formas) ao longo dos últimos 30 anos,
contra o escandaloso processo judicial do qual Mumia é acusado, tendo inclusive outra
pessoa como réu confesso, tendo assumido a culpa pelo assassinato, no caso em
que é acusado. No entanto, o crime de Mumia, não foi ter assassinado alguém,
mas ter levantado a voz contra os abusos e explorações contra os negros e criticar a situação dos pobres e das minorias nos
Estados Unidos, onde há mais de 30 anos atrás ficou conhecido como a “voz dos
que não tem voz”.
Enquanto a situação do ex Pantera Negra continua a mesma, no
país do presidente negro Barack Obama, que ao contrário de Jamal, se vendeu há
muito tempo, para os interesses dos capitalistas tiranos americanos, outro
negro foi assassinado pelo seu governo no corredor da morte, com uma injeção
letal, Troy Anthony Davis de 42 anos que também estava preso desde 1991, foi
assassinado na última quinta feira, dia 22, em uma prisão no Estado da Geórgia.
Chamo a todos a acessarem a página do Jornal Causa Operária
online, para conheceram mais sobre este fato e também repudiarem a tortura do
governo Norte Americano.
Aproveitando o tema, também convido a assistirem o filme:
Panteras Negras, dirigido por Mario Van Peebles, vencedor do 48º Festival de
Locarno / Suiça.
domingo, 11 de setembro de 2011
Pela melhoria e avanço da Educação Física Escolar
O Texto abaixo foi apresentado aos responsáveis pela Divisão
de Esportes e Lazer do SESI, referente ao projeto de construção do Livro de
orientação curricular do SESI, na área de Educação Física, entre outras
questões coloca para o debate e a luta desta categoria de profissionais pela
evolução e melhoria do ensino desta disciplina, iniciando pelo ínfimo número de
aulas semanais de Educação Física Escolar, que são oferecidas aos nossos
alunos.
A questão colocada para o SESI, também deve dizer
respeito a outras redes de ensino, como a rede estadual de São Paulo, que nos
últimos anos também diminuiu o número de aulas do componente curricular.
Construção/ elaboração do Livro de Orientação curricular
Ednelson Cesaretti – CE 415
Síntese
Inicio esta seguindo a discussão do primeiro encontro.
Entendendo que a proposta realizada pelos responsáveis da Divisão de Esporte e
Lazer (DEL), em especial do Professor Saulo é uma aposta apoiada por cerca de
40 professores de Educação Física Escolar da Rede SESI.
Para mim é uma aposta na busca de uma Educação Física que
possa transformar a consciência daqueles a quem se destina, ou seja, nossos
alunos no sentido de uma educação para a transformação da sociedade atual,
individualista, obedecendo aos interesses do mercado, que impõe poderes e
exclusão. Mas mudar para onde?
Espero que para uma Educação e Educação Física Escolar que
possa contribuir para uma sociedade futura, onde a exploração do homem pelo
homem seja cada vez mais aniquilada.
Essa é a intenção de vários de nós, mas o debate que se
segue, assim como uma certa “angústia”
gerada pela insegurança de saber qual o caminho a seguir, pois não temos
o roteiro, apenas estamos no caminho(???), imaginamos.
Neste caminho, travamos batalhas por valores, que podem ou
não estar em qualquer conteúdo da Educação Física, dependerá de qual política,
qual o referencial teórico que teremos como norte para esta busca.
Por acreditar na frase sublinhada acima, os valores a serem
buscados e desenvolvidos devem ser aqueles que se colocam a favor da maioria
excluída, os pobres, os trabalhadores, os negros, as mulheres, outras etnias,
os homossexuais, excluídos que sofrem esta opressão de várias maneiras, através
do abuso econômico e seus apartheids sociais, do racismo, de preconceitos
inúmeros como de classe social, de gênero, entre outros. E a Educação Física,
os profissionais comprometidos tem que cada vez mais buscar a reflexão ação
para a colaboração neste processo de mudança. No entanto, quero deixar um
parênteses, que uma mudança estrutural
na sociedade só será conquistada pela maioria, ou seja, pela classe
trabalhadora organizada em uma organização política que a represente, um
partido político da classe trabalhadora
independente da burguesia.
Mas continuando a escrever sobre o nosso caminho, quero
novamente levantar tema abordado em nossa reunião sobre as condições para a
elaboração desta proposta, além de todas colocadas como o referencial teórico
(vital), estrutura material, salários, aperfeiçoamento constante. Temos o dever
se de fato, acreditamos em uma Educação Física progressista, crítica ou pós -
crítica; lutar pela ampliação da grade curricular de Educação Física Escolar em
nossa rede, situação que se coloca como um empecilho para uma transformação
real. Não se trata aqui de dizer que esta ou aquela disciplina do currículo é
mais relevante para a formação geral dos estudantes, mas de defendermos que
para um sucesso desta proposta, que cerca de 1/5 dos profissionais da rede
abraçaram (percentual que só não é muito maior em virtude de outra grande
parcela de professores não poderem por razões de trabalho em outras redes
ampliar esta luta), o aumento do número de aulas semanais será determinante
para a construção de Educação Física Escolar que aposta em um projeto político
de sociedade, em cidadanias verdadeiras, onde uma sociedade de fato democrática
consiga que a justiça social seja um bem distribuído igualitariamente entre
todos. Para isso devemos nos movimentar, agir. Enviando notes para nossos
superiores colocando as impossibilidades da situação atual, duas aulas semanais
para o Ensino Fundamental, uma aula semanal para o ensino médio, chamar o apoio
dos estudantes e organizar um abaixo assinado reivindicatório dos professores
do grupo.
Pois para trabalharmos com as especificidades de nossa área,
precisamos sim de tempo, tempo de aula, tempo para refletirmos, tempo para que
os professores acessem e desenvolvam conhecimentos. Essa é condição sine qua
non para a implementação desta proposta que os mais de 40 professores mostram
confiança e alegria para buscar, mas estas são algumas pedras e espinhos do
caminho.
O próprio percurso histórico da Educação Física Escolar no
Sesi, explicitado em nosso encontro, mostra um certo vai e vêm, progressos e
retrocessos, neste momento e este grupo é o exemplo, estamos saindo de um
retrocesso, onde em 2009 a política educacional era voltada para o
“aprofundamento esportivo”, uma intenção pedagógica acrítica da Educação.
Acredito também que estes avanços e retrocessos têm haver ao menos em parte,
com nossa formação, nossas trajetórias, para que lado nos “aperfeiçoamos”,
quais influências recebemos, de quais referenciais teóricos políticos,
influências de quais correntes da Educação Física, acríticas, críticas, pós –
críticas?
Dentro da aposta que fizemos, temos que pensar também a
realidade de nossas escolas, onde temos desde a ótima estrutura das
escolas/CATs, até escolas onde a quadra poliesportiva está rodeada por salas de
aula. A realidade apresenta também uma maioria de estudantes de classe média
baixa, com estudantes provenientes da classe operária, com renda familiar bem
inferior à primeira.
Sobre os fundamentos teóricos, temos como debate mais
recente na educação física escolar, os estudos culturais baseados em teorias
pós - críticas da educação. Como profissional e estudioso da área sempre tive
simpatia pela teoria desenvolvida pelo Coletivo de Autores, tendo também
militado em um Partido Político de orientação Trotskista este é um momento de
reflexões e dúvidas, como por exemplo a questão do conceito de luta de classes,
que não é negado pelos estudos culturais, mas também não é dos pontos centrais
desta. No entanto, vejo que no momento é a corrente que procura impulsionar o
avanço da Educação Física Escolar em busca de um ensino que privilegie (como
bem colocou Sônia Kramer) “fatores sociais e culturais, entendendo-os como
sendo os mais relevantes para o processo educativo...”
sábado, 27 de agosto de 2011
A Copa se aproxima e os abusos contra a população continuam.
Há pouco mais de duas semanas, o ex- jogador Romário, atual deputado federal, denunciou em uma entrevista, que a Copa de 2014 não será para os brasileiros. Isso em virtude do absurdo valor há que chegarão o valor dos preços de ingressos para os jogos do mundial. Onde de acordo com o ex - jogador somente as classes A e B poderão pagar, deixando o povão de fora.
Se levantando contra essas arbitrariedades e todo histórico de corrupção do presidente da CBF(Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, algumas das principais torcidas organizadas de Santa Catarina, do Figueirense e Avaí, se uniram para protestar contra a ditadura corrupta de Ricardo Teixeira no clássico marcado para o próximo fim de semana, no estádio Orlando Scarpelli. O corrupto Ricardo Teixeira é o homem de confiança de Joseph Blatter, presidente da FIFA, para implementar os vultuosos negócios que estão por detrás da Copa, envolvendo empreiteiras poderosas, empresas que lucrarão com a Copa, os esquemas de vendas de ingressos superfaturados e vários outros esquemas fraudulentos de enriquecimento ilícito*.
Frente a esta manifestação a Federação Catarinense de Futebol determinou que irá trabalhar junto com a polícia para expulsar do estádio quem se manifestar contra Ricardo Teixeira, em uma clara demonstração da ditadura que os donos do poder também no Futebol estão tentando implementar.
Para justificar o injustificável, estão usando o Estatuto do Torcedor, que prevê punições para quem “portar cartazes ou faixas com mensagens ofensivas”, ou seja, um Estatuto que foi formulado com a desculpa de "favorecer" os torcedores, na verdade é mais um artifício jurídico utilizado com o objetivo de calar a voz do povo aumentando a ditadura nos estádios e impedindo as manifestações políticas contra a burocracia que controla o esporte mais popular do país.
É preciso denunciar este verdadeiro abuso, que ataca as liberdades civis e políticas dos torcedores de futebol e de toda a população brasileira.
ABAIXO A DITADURA!
*Ver livro: "Jogo Sujo" de Andrews Jennings, o livro que a Fifa tentou proibir
*Ver livro: "Jogo Sujo" de Andrews Jennings, o livro que a Fifa tentou proibir
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Jogando e Lutando... sem bola.
Assim como os jogadores espanhóis que não iniciaram o campeonato de seu país, os jogadores do Campeonato Italiano afirmaram nessa segunda-feira que irão fazer greve no fim de semana que vem se a liga não assinar um novo acordo coletivo. A crise econômica mundial também está afetando os campeonatos onde se encontram alguns dos clubes mais ricos do mundo, como Real Madrid, Barcelona, Milan, Juventus entre outros.
O presidente da Federação de futebol Italiana, Giancarlo Abete, chegou a dizer que a situação o deixava envergonhado.
O principal artigo do acordo coletivo questionado pelos jogadores se refere à proteção aqueles jogadores que são omitidos por seus clubes. Os jogadores afirmam que podem ser obrigados a treinar em separado ou aceitar negociações com as quais discordem.
"Se o contrato não for assinado por causa da interpretação do artigo sete, isso significa que algo mais está em jogo", disse Abete.
Na Espanha, o movimento é apoiado pelos campeões do mundo, Puyol (capitão do Barcelona) e Casillas (capitão do Real Madrid)
A situação de convulsão social causada pela crise econômica que abala a Europa está chegando até mesmo aos jogadores de futebol europeus e pode se alastrar por vários setores da sociedade européia.
O presidente da Associação de Futebolistas Espanhóis, Luís Rubiales, anunciou que a "Associação de Futebol Espanhola e todos os futebolistas das duas principais ligas" tomaram "a decisão responsável, firme e unânime de convocar greve para as duas primeiras rondas".
Esta paralisação vem no seguimento do não cumprimento de vários contratos e atrasos de pagamentos por parte dos clubes.
Na Espanha cerca de duzentos jogadores, são afetados por esta situação, com os clubes devendo aos jogadores cerca de 50 milhões de euros.
A crise provavelmente terá capítulos muito duros para a maioria das populações do mundo e os trabalhadores serão o principal setor a ser chamado para pagar pela crise, com suor, fome e até sangue. É necessário que os jovens, os trabalhadores estejam se organizando para lutar por seus interesses, pois os poderosos capitalistas vão usar toda sua força para fazer com que nós paguemos esta conta, “criada por eles”.
O exemplo dos jogadores é uma demonstração de luta, fora das quatro linhas.
Assinar:
Postagens (Atom)
