Na última semana em vários noticiários esportivos ou não, um assunto foi muito veiculado, o lance criticado, realizado por Kléber, atacante palmeirense, no jogo contra o Clube de Regatas do Flamengo, ao não devolver a bola para a posse dos jogadores flamenguistas.
No entanto, este não é o assunto (futebolístico, esportivo ou de atividade física) que aqui quero colocar, apesar de achar importante discuti-lo em aulas de Educação Física, por serem questões ligadas a temas pertinentes, mas outro assunto, a crise econômica mundial, que pelo menos nos dias de hoje, ainda não se tornou o centro das atenções, pelo menos para uma grande parte da população brasileira alijada das informações por interesses dos capitalistas e seus serviçais; parlamentares, governos em todos os seus graus, a imprensa capitalista; entre outros que comandam o país a seu bel prazer.
No último sábado, dia 23 de julho, um dos colunistas internacionais da Folha de São Paulo, Paul Krugman escreveu em sua coluna, com o título, “A Pequena Depressão”, matéria sobre a crise econômica que assola vários países da Europa, como a Grécia que tem dívida de 160% de seu PIB (Produto Interno Bruto); Itália que apresenta dívida de cerca de 120% de seu PIB e Portugal altamente endividado, além de vários outros no mesmo barco; do outro lado do Atlântico, também os Estados Unidos Da América, vive situação dramática, entre a cruz e a espada, de acordo com as linhas políticas dos que até o momento, mandam na política norte-americana, os democratas e os republicanos.
De acordo com este colunista, de um órgão de imprensa capitalista: ”Estes são tempos interessantes - no pior sentido. Estamos diante não de uma crise iminente, mas de duas com riscos de desastre global. Nos EUA, fanáticos de direita no Congresso podem bloquear a elevação necessária do teto da dívida. E, se o plano que acaba de ser acordado por chefes de Estado europeus não acalmar os mercados mundiais, poderemos ver dominós caindo em todo sul da Europa. Potencialmente as duas semeariam o caos.”
Após explanar sobre o desenvolvimento da grave crise, ele conclui seu texto de maneira muito preocupante; “Para quem conhece a história dos anos 30, soa muito familiar. Se alguma das negociações de dívida fracassar, é possível que estejamos perto de um replay de 1931, o colapso global dos bancos que fez a grande depressão ser tão grande.
Mas, se elas derem certo, estaremos prestes a repetir o grande erro de 1937: a opção prematura por contração fiscal que fez a recuperação descarrilar e garantiu que a Depressão continuasse até que a Segunda Guerra finalmente deu à economia o incentivo que ela precisava.”
Como mostra o retalho de texto a crise que se avizinha (inclusive do Brasil, que tem sua dívida em cerca de 40% do PIB) é muito grave, no entanto, assim como disse o autor, para quem conhece a história e para pessoas que participam ou já participaram de análises marxistas sobre o desenvolvimento econômico, tudo que está acontecendo neste momento, já foi previsto há mais de 150 anos por Karl Marx e Friedrich Engels e aprofundado por Gênios revolucionários como Lênin, Trótski e Rosa Luxemburgo e também as maneiras de lutar contra o que a burguesia ou a classe dominante, querem impor à maioria da população em seus países, ou seja, a miséria pelos chamados planos de austeridade, onde quem paga a conta são os trabalhadores, ou a guerra, onde a carne de canhão são os trabalhadores e seus filhos, para manter toda a burguesia no luxo e na avareza.
Para finalizar, volto ao tema inicial, que tem a ver com a Educação física, Fair play. Na vida econômica, política ou social, qual é o Fair Play, que os poderosos, que as burguesias que condenam todas as suas populações ao caos querem?
Eles querem que paguemos a conta da crise, com muito mais suor, com miséria, com dificuldades e se for o caso condenar milhares a perderem a vida em guerras, condenar trabalhadores a guerrearem contra trabalhadores, pois na pior das hipóteses os filhos dos poderosos serão os oficiais dos exércitos em guerra, onde o que está por detrás do falso patriotismo, altamente propagandeado, seja ele nacionalista, ou imperialista é o $$$$$$$, são os seus cofres abarrotados e a perspectiva de continuarem a crescer, enquanto o povo sofre e morre calado, sem questionar, sem mudar as relações, sem lutar. Esse é o Fair Play que os poderosos querem.
Mas a única saída para a maioria da população será a competição, não a competição uns contra os outros, trabalhadores contra trabalhadores (como em uma guerra mundial), mas a competição da classe trabalhadora por uma vida digna, humana lutando contra os interesses da burguesia, dos poderosos.
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