Tomo o espaço deste Blog para publicar mais um caso de
opressão racial, denunciado pelo Site: Causa Operária Online. Mostrando a realidade vivida nos
dias de hoje pelo povo negro em nosso país frente às arbitrariedades cometidas
pela Corporação da Polícia Militar, que educa seus policiais dentro do modus
operandi denunciado abaixo. Frente a essa situação, nós professores e alunos
temos o dever de não deixar o dia 20 de Novembro passar em branco, denunciando
através dos nossos meios a luta por igualdade e pelo combate ao racismo.
Maranhão
Professor negro é vítima de racismo policial
Professor negro é vítima de racismo policial
“Estou em um carro da
polícia e eles vão me matar”
15 de novembro de 2011
15 de novembro de 2011
O professor de música e artista plástico Simão Pedro Amaral
denuncia que foi vítima de agressão e constrangimento praticados por dois
policiais militares.Amaral conta que caminhava na estrada, em direção ao
condomínio, quando foi abordado por dois policiais, Hernandez Chagas e José
Ribamar Vieira, que estavam em uma viatura do 8º Batalhão de Polícia Militar,
que ordenaram que parasse imediatamente para uma revista. O professor indagou
porque ele seria revistado.
Os policiais retrucaram, como sempre, que ele seria
“suspeito porque possui as características de um marginal que acabara de
assaltar uma moradora da área”. Daí em diante o professor afirma que “foram
momentos de verdadeiro terror”.
Durante a revista, a vítima explicava aos policiais que é
professor lotado no Centro de Ensino Bernardo Coelho de Almeida (BCA), e que dá
aulas na Escola de Música do Estado. No entanto, as explicações do professor
não foram suficientes para evitar que um dos policiais lhe desse um soco no
rosto, mandando que calasse a boca e o ofendendo.
O professor disse aos policiais que iria denunciá-los pela
agressão e pelo constrangimento ao qual estava sendo submetido. Com isso, um
dos policiais lhe empurrou violentamente para o interior da viatura.
Dentro da viatura o professor percebeu que a viatura estava
dando voltas e que estava em “uma situação de verdadeiro terror e tortura”. Ele
insistiu e perguntou aos policiais militares para onde estaria sendo levado,
mas recebeu como resposta apenas a expressão “cala a boca”.
Prevendo o pior o professor portava um celular que passou
pela revista policial e o acionou ligando para sua casa, ao que rapidamente
falou: “estou em um carro da polícia no Turu e eles vão me matar”.
Ele não foi reconhecido pela a vítima do suposto assalto e,
afirmando que iria denunciar os policiais, foi encaminhado para a delegacia
onde os policiais registraram um boletim de ocorrência, denunciando o professor
por desacato à autoridade.
O professor, por sua vez, registrou discriminação racial,
agressão física e moral, tortura e sequestro.
Para o povo negro polícia é sinônimo
de agressão e tortura
A imprensa burguesa quando fala da violência policial chama
de “despreparo” da polícia todas as atrocidades por eles cometidas, tratando os
casos, inclusive, como exceções e deformidades da corporação.
Por outro lado, apresenta ações truculentas da polícia como
verdadeiras expressões da democracia e da liberdade, como as recentes ocupações
militares de comunidades pobres e negras. Na realidade, a invasão militar de
comunidades pobres dentro do próprio país é a expressão máxima da democracia
burguesa em que vivemos, a lei é um tanque de guerra subindo o morro e soldados
com licença para matar.
O que ninguém fala é que esse de fato é o preparo e objetivo
da polícia: prisões arbitrárias, cometimento de crimes diários, conforme uma
série de dados sobre violência, e que tem como alvo a população negra e pobre
brasileira.
Com a aproximação do 20 de novembro, Dia de Luta do Povo
Negro, é necessário reivindicar a dissolução das polícias, o direito ao
armamento e autodefesa do povo negro e demais setores oprimidos pela polícia
dos governos e da burguesia.
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