Total de visualizações de página

sábado, 7 de janeiro de 2012

A corrupção continua forte atrás das cortinas da CBF

Mais um grave escândalo de corrupção foi alardeado nestes primeiros dias de 2012.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Gutemberg Fonseca, ex – árbitro do quadro da FIFA, revelou que existe uma série de favorecimentos dentro da Comissão Nacional de Arbitragem(CONAF)  e que os juízes escalados precisam ligar para o presidente da entidade, Sérgio Corrêa, para "receberem instruções" antes das partidas.
As declarações foram dadas por Gutemberg Fonseca  após a perda de seu distintivo Fifa, o que acabou culminando no encerramento de sua carreira. Para Sálvio Spínola, a atitude de seu antigo colega de profissão não condiz com o momento, uma vez que o caso deveria ter sido exposto anteriormente, e não após a troca de escudo com o carioca Péricles Bassols.
Um dos casos citados por Gutemberg ocorreu antes da partida entre Corinthians e Goiás, pelo Campeonato Brasileiro de 2010. Seguindo a orientação de Sérgio Corrêa, o ex-árbitro ligou para o presidente da CONAF, sendo o seguinte o teor do diálogo:
"Ele inventou essa situação. Eu liguei antes do Corinthians e Goiás, que o Corinthians ganhou de 5 a 1, e ele me disse: "vai lá, vai apitar o jogo do Timão, hein". E o que eu posso entender por isso? Que se o Corinthians não ganhar eu posso nunca mais apitar. Ser punido e não entrar mais em escala? E tudo isso está documentado, por isso falo com tranquilidade", comentou.
O ex-representante carioca no quadro da Fifa, não vê motivo para ter seu escudo de àrbitro retirado, já que passou em todos os testes físicos e jogando mais lenha na fogueira, ainda afirmou que, assim que parou de telefonar, passou a ficar fora das escalas.
Por fim, Gutemberg garantiu que nenhuma providência foi tomada pelo fato de o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, procurando isentar o corrupto dirigente por este “estar preocupado com questões envolvendo a Copa do Mundo de 2014, no Brasil”.
Os fatos acima mostram que os grandes escândalos do passado, como a máfia do apito; no qual a CBF e o ex-árbitro Edison Pereira de Carvalho foram condenados em fevereiro do ano passado(2011)  pela 17ª Vara Cível da Justiça de São Paulo a pagarem R$ 180 milhões; continuam a ocorrer, favorecidos por grandes interesses financeiros por trás das cortinas da CBF.

Nenhum comentário:

Postar um comentário