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domingo, 11 de março de 2012

Recente pesquisa científica revela que humanos e gorilas tem 15% dos seus genes parecidos


Essa semana o mundo foi assolado com novas informações acerca da evolução humana, veja  matéria abaixo publicada no blog: http://blogs.diariodonordeste.com.br/cearacientifico/

“Humanos e gorilas são mais aparentados do que se imaginava, revela sequenciamento do DNA
Publicado em 09/03/2012 - 16:39 por Adriano Queiroz
Categorias: Evolução, Zoologia
 
Humanos têm 15% de genes mais parecidos com os dos gorilas que com os dos chimpanzés revela sequenciamento genético Imagem: The Prancing Papio
Os cientistas já sabiam que os gorilas só estavam mais afastados de nós na árvore  genealógica dos primatas que os chimpanzés e os bonobos (que na prática é outra espécie de chimpanzé), mas pesquisadores do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, descobriram essa semana que a proximidade entre nós e os maiores primatas vivos é ainda maior.

Na verdade, pelo menos 15% dos nossos genes parecem mais com os dos gorilas que com os dos chimpanzés, embora nos demais genes a nossa semelhança seja bem maior com estes que com aqueles. É o que revelam os sequenciamentos do DNA de três indivíduos da espécie gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla) e um da subespécie gorila-do-oriente (Gorilla beringei).

O fato surpreende porque humanos e chimpanzés se separaram há 6 milhões de anos atrás na cadeia evolutiva, enquanto os gorilas se separaram dos dois há 10 milhões de anos e, em  tese, deveria apresentar mais diferenças de nós. Antes ainda, há 14 milhões de anos, o grupo de grandes primatas africanos se separou dos orangotangos asiáticos. O sequenciamento do DNA das duas espécies de gorila, encerra o mapeamento dos quatro grandes grupos de primatas vivos: humanos, chimpanzés (incluindo os bonobos), gorilas e orangotangos.

Os genes mais parecidos

A maior parte dos genes comuns entre nós e gorilas não forma proteínas, ou seja estão inativos, mas entre os que estão ativos vale destacar alguns relacionados ao desenvolvimento cerebral e à audição. Quanto a esse último grupo de genes, a semelhança entre a velocidade da evolução nas duas espécies pode desmentir a teoria de que os “genes da audição” ajudaram a desenvolver a fala nos humanos, já que, evidentemente, gorilas não falam.

Esperanças de novas curas

Se as novas descobertas sobre os gorilas tornaram mais difícil a vida dos cientistas que pesquisam as origens da fala humana, pode ter tornado mais fácil a dos que pesquisam a cura de doenças cardíacas e da demência. Isso porque entre os nossos genes comuns aos gorilas, alguns que nos causam esses problemas de saúde estão inativos nos nossos parentes.  Descobrir porque isso ocorre pode ser metade (ou mais) do caminho para a cura dessas doenças.”

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