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domingo, 25 de setembro de 2011

No mais enganoso país das “liberdades democráticas”, as perseguições raciais continuam.


Há mais de 30 anos, o jornalista e militante negro Mumia Abul Jamal, ex – ativista daquele que foi o maior partido político negro de todos os tempos, em luta contra o racismo e perseguição aos negros nos Estados Unidos, o Panteras Negras, está preso nos Estados Unidos, vítima de uma grande farsa judicial, acusado pelo assassinato de um policial. Aos 57 anos, Mumia Abul Jamal continua isolado em uma cela de segurança máxima, monitorado 24 horas por dia por câmeras de segurança.
Mumia ainda está vivo, mas continua no corredor da morte, só não foi completamente silenciado, por conta de inúmeras mobilizações internacionais(manifestações, abaixo assinados internacionais, pressões populares e de muitas outras formas) ao longo dos últimos 30 anos, contra o escandaloso processo judicial do qual Mumia é acusado, tendo inclusive outra pessoa como réu confesso, tendo assumido a culpa pelo assassinato, no caso em que é acusado. No entanto, o crime de Mumia, não foi ter assassinado alguém, mas ter levantado a voz contra os abusos e explorações contra os negros e criticar a situação dos pobres e das minorias nos Estados Unidos, onde há mais de 30 anos atrás ficou conhecido como a “voz dos que não tem voz”.
Enquanto a situação do ex Pantera Negra continua a mesma, no país do presidente negro Barack Obama, que ao contrário de Jamal, se vendeu há muito tempo, para os interesses dos capitalistas tiranos americanos, outro negro foi assassinado pelo seu governo no corredor da morte, com uma injeção letal, Troy Anthony Davis de 42 anos que também estava preso desde 1991, foi assassinado na última quinta feira, dia 22, em uma prisão no Estado da Geórgia.
Chamo a todos a acessarem a página do Jornal Causa Operária online, para conheceram mais sobre este fato e também repudiarem a tortura do governo Norte Americano.
Aproveitando o tema, também convido a assistirem o filme: Panteras Negras, dirigido por Mario Van Peebles, vencedor do 48º Festival de Locarno / Suiça.

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