Há mais de 30 anos, o jornalista e militante negro Mumia
Abul Jamal, ex – ativista daquele que foi o maior partido político negro de
todos os tempos, em luta contra o racismo e perseguição aos negros nos Estados
Unidos, o Panteras Negras, está preso nos Estados Unidos, vítima de uma
grande farsa judicial, acusado pelo assassinato de um policial. Aos 57 anos,
Mumia Abul Jamal continua isolado em uma cela de segurança máxima, monitorado
24 horas por dia por câmeras de segurança.
Mumia ainda está vivo, mas continua no corredor da morte, só não foi completamente silenciado, por conta
de inúmeras mobilizações internacionais(manifestações, abaixo assinados internacionais,
pressões populares e de muitas outras formas) ao longo dos últimos 30 anos,
contra o escandaloso processo judicial do qual Mumia é acusado, tendo inclusive outra
pessoa como réu confesso, tendo assumido a culpa pelo assassinato, no caso em
que é acusado. No entanto, o crime de Mumia, não foi ter assassinado alguém,
mas ter levantado a voz contra os abusos e explorações contra os negros e criticar a situação dos pobres e das minorias nos
Estados Unidos, onde há mais de 30 anos atrás ficou conhecido como a “voz dos
que não tem voz”.
Enquanto a situação do ex Pantera Negra continua a mesma, no
país do presidente negro Barack Obama, que ao contrário de Jamal, se vendeu há
muito tempo, para os interesses dos capitalistas tiranos americanos, outro
negro foi assassinado pelo seu governo no corredor da morte, com uma injeção
letal, Troy Anthony Davis de 42 anos que também estava preso desde 1991, foi
assassinado na última quinta feira, dia 22, em uma prisão no Estado da Geórgia.
Chamo a todos a acessarem a página do Jornal Causa Operária
online, para conheceram mais sobre este fato e também repudiarem a tortura do
governo Norte Americano.
Aproveitando o tema, também convido a assistirem o filme:
Panteras Negras, dirigido por Mario Van Peebles, vencedor do 48º Festival de
Locarno / Suiça.
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