Ao invés de reabilitar edifícios residenciais já construídos no centro, próximo ao emprego, optou-se por destruí-los a um custo proibitivo. O terreno resultante desta operação, com cerca de2,5 mil metros quadrados, custou para os cofres municipais, ou seja, para o contribuinte paulistano, quase oito mil reais o metro quadrado, um dos mais caros da cidade, embora esteja numa região desvalorizada.
O governo municipal confirmou nesta quinta-feira (22/12) a sua atitude fascista, assinou o documento que dá permissão de uso de um terreno público de 7 mil m² ao Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP). A área localizada no Parque Dom Pedro II, Centro, onde antigamente ficava situado o Edifício São Vito. A medida do governo faz parte do chamado projeto de “revitalização” da região que foi anunciado em maio deste ano.
Para “justificar” as centenas de despejados com as desapropriações que se iniciaram em 2004 e os 20 milhões com a demolição, deixando na rua, embaixo de viadutos centenas de famílias sem moradia, onde com muito menor investimento se poderia retirar todas essas pessoas do sofrimento, enquanto um punhado de mega empresários vai lucrar muito no centro de São Paulo, o governo nazi, digo kassab, entrega agora de mãos beijadas para o Serviço Social do Comércio, o Sesc, grande instituição do empresariado, uma área que terá 24 mil m² e abrigará restaurante, café, salas multiuso, biblioteca, ginásio poliesportivo, teatro, áreas de recreação infantil, piscinas, além de outros espaços.
Enquanto escrevia esta denuncia, outro crime estava sendo cometido, o incêndio da favela do Moinho, onde moravam mais de 600 famílias, na região dos campos Elíseos, também centro da capital paulista, que assim como outras dezenas de incêndios em favelas da capital, há evidências de incêndio criminoso, para beneficiar poderosos, que nada devem para personagens históricos como Adolph Hitler.
Abaixo, republico parte da matéria denunciativa (em itálico) do site http://correiodopovo-al.com.br/v3/?p=5561
...Disputa da área da favela
A área onde está a favela do Moinho vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.
A favela surgiu há cerca de 30 anos, quando um grupo de moradores ocupou uma área da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). A empresa foi extinta em 2007 e todos os seus bens repassados à União. Antes, em 1999, o terreno foi leiloado a Mottarone Serviços de Supervisão, Montagens e Comércio Ltda. para saldar as dívidas tributárias da RFFSA.
O incêndio
Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou a se espalhar pela favela por volta de 10h dessa quinta (22) e atingiu o prédio abandonado. A prefeitura contabilizou mais de 300 barracos destruídos. Duas pessoas morreram carbonizada.
Ao todo, 35 veículos e 70 homens dos bombeiros foram enviados para combater as chamas. Duas pessoas se jogaram do prédio e ficaram feridas e uma ficou intoxicada por causa da fumaça. Além disso, um bombeiro ficou ferido durante o resgate, porque foi atingido na cabeça por uma televisão. Ele está em estado grave com fratura no crânio.
Segundo Kassab, que visitou o local, as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela, durante uma briga com o marido. Revoltada, ela teria queimado o barraco onde morava. Um inquérito, no entanto, será aberto para apurar as causas do incêndio.
Destino das famílias
Kassab, que foi recebido com protesto de moradores, disse que as famílias do local já estavam cadastradas em programas sociais da prefeitura e agora serão encaminhadas para abrigos e se não houver abrigos suficientes, afirmou ele, a prefeitura vai construir mais unidades.
A prefeitura disse posteriormente, em nota, que “todas as famílias que tiveram seus barracos atingidos pelo incêndio serão incluídas em programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab)”. Os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria - Geral da Presidência) visitaram o local e ofereceram ajuda federal.
Parte das famílias procurou abrigo em casas de amigos e parentes. Outras foram alojadas provisoriamente no Clube Raul Tabajara, na Barra Funda.
O presidente da associação de moradores, porém, disse que não foi apresentada nenhuma garantia sobre o destino das famílias. “Ninguém deu certeza de nada. Estamos esperando uma decisão mais adequada. Vamos ver que eles podem oferecer”, disse.
Antes de terminar esta matéria, é necessário chamar a atenção para a declaração do prefeito, que para se furtar a qualquer investigação séria, de pronto denunciou uma das vítimas:“as informações são de que o fogo teria sido provocado por uma mulher, moradora da favela”. De acordo com informações do blog nogueirajr.blogspot.com, em 2009 a cidade teve 122 incêndios à favelas, em 2010 até o mês de agosto chegou a 123, não consegui dados referentes a este ano, mas com os dados anteriores é possível verificar um aumento de mais de 40% , sendo inúmeras as denúncias de fatos criminosos para obrigar os moradores a deixarem as favelas, assim como ocorreu na Moinho, onde a própria prefeitura tentava através da justiça despejar os moradores. Será que queriam despejar para beneficiar algum empresário, que irá abrir um grande negócio assim como fizeram os magnatas do Sesc?
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